O Pará alcançou um resultado de destaque nas contas públicas e passou a ocupar a 5ª posição nacional em Solidez Fiscal no Ranking de Competitividade dos Estados 2026. O Estado avançou cinco colocações em relação à edição anterior, desempenho que representa a segunda maior evolução do país nesse pilar, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que subiu seis posições.
O levantamento, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com pesquisa técnica da Tendências Consultoria, coloca o Espírito Santo na liderança nacional da Solidez Fiscal, seguido por Mato Grosso, Maranhão e Santa Catarina. Logo depois aparece o Pará, fechando o grupo dos cinco melhores estados do Brasil nesse quesito.
A pontuação paraense chegou a 69,4 pontos, praticamente empatada com o Paraná, que também marcou 69,4, mas aparece na sexta posição pelos critérios do levantamento. O Espírito Santo alcançou 100 pontos; Mato Grosso, 85,2; Maranhão, 82,5; e Santa Catarina, 70.

Pará avança em Solidez Fiscal
Mais do que a posição alcançada, o movimento registrado pelo Pará entre as duas últimas edições chama atenção. O relatório técnico do CLP destaca expressamente o Estado como responsável pelo segundo maior avanço nacional em Solidez Fiscal em 2026.
Quatro indicadores foram decisivos para a melhora. O Sucesso do Planejamento Orçamentário avançou dez posições, assim como o Resultado Primário. O desempenho relacionado ao Gasto com Pessoal melhorou seis colocações, enquanto a Poupança Corrente avançou outras cinco.
O desempenho representa uma recuperação importante. Na edição de 2025, o Pará havia perdido quatro posições em Solidez Fiscal. Naquele ano, apesar de aparecer em 25º lugar no ranking geral, o Estado registrou piora relativa em áreas como Potencial de Mercado, Sustentabilidade Ambiental e justamente Solidez Fiscal.
A trajetória mostra oscilações recentes. Em levantamento divulgado em 2024, o Pará chegou ao 3º lugar nacional no pilar. Em 2025, dados repercutidos ainda antes da consolidação posterior do ranking chegaram a apontar o Estado na quarta posição em avaliação de solidez fiscal. Agora, a edição 2026 confirma o Pará novamente entre os primeiros colocados, desta vez em quinto.
Indicadores de Solidez Fiscal
A Solidez Fiscal responde por 10,5% da pontuação total do Ranking de Competitividade e possui o quinto maior peso entre os dez pilares avaliados. Para chegar à classificação, são considerados nove indicadores: Taxa de Investimentos, Regra de Ouro, Solvência Fiscal, Sucesso do Planejamento Orçamentário, Dependência Fiscal, Resultado Primário, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez e Poupança Corrente.
Os dados usados nesses indicadores são referentes principalmente a 2025, tendo como base o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi); no Resultado Primário, há também dados da Tendências Consultoria. Isso significa que a denominação “Ranking 2026” se refere à edição do estudo, e não necessariamente ao exercício fiscal de todos os dados analisados.
Entre os componentes de maior peso dentro do próprio pilar estão Solvência Fiscal, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez, Sucesso do Planejamento Orçamentário e Resultado Primário.
A lógica é medir se os governos conseguem manter receitas e despesas em condições sustentáveis, controlar endividamento e pessoal, gerar recursos próprios, planejar adequadamente o orçamento e preservar capacidade financeira para investimentos e prestação dos serviços públicos.
De 10º para 5º lugar
O salto de cinco posições significa que o Pará saiu da 10ª colocação em 2025 para a 5ª em 2026 no pilar. A própria tabela técnica registra a variação positiva de cinco lugares.
No Sucesso do Planejamento Orçamentário, o Pará aparece em 2º lugar, após ganhar dez posições. Já no Resultado Primário, ocupa a 13ª colocação, também depois de subir dez lugares. No indicador Gasto com Pessoal, aparece em 8º, seis posições acima da edição anterior, enquanto na Poupança Corrente está em 5º, após avançar cinco.
O cenário fiscal também pode ser observado no tamanho do orçamento estadual. A Lei Orçamentária de 2026 projetou aproximadamente R$ 54,2 bilhões em receitas e despesas para o Pará, contra R$ 48,6 bilhões previstos na LOA de 2025. Entre os investimentos previstos, cerca de R$ 4,5 bilhões foram direcionados a infraestrutura e desenvolvimento regional.
Na elaboração da LDO de 2026, a estimativa de receita líquida era de aproximadamente R$ 53,15 bilhões, acompanhada de projeção de crescimento do PIB estadual. O documento estabeleceu ainda metas para resultados primário e nominal e parâmetros para despesas com pessoal, investimentos e controle de custos.
Segundo informações apresentadas pelo Executivo na proposta orçamentária, a relação entre Dívida Consolidada e Receita Corrente Líquida estava projetada em aproximadamente 23,9%, patamar abaixo dos limites estabelecidos pela legislação fiscal.


