MP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

A pena pode variar de 16 anos e 4 meses a 51 anos e 8 meses de prisão. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do empresário e influenciador fitness Renato Cariani por associação para o tráfico de drogas, tráfico de matéria-prima para fabricação de entorpecentes e lavagem de dinheiro. A pena pode variar de 16 anos e 4 meses a 51 anos e 8 meses de prisão. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.

Além de Cariani, a promotoria pede a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. Os três são acusados de participar de um esquema de desvio de produtos químicos utilizados na produção de cocaína e crack.

Em nota ao g1, a defesa do influenciador afirmou que o pedido não foi uma surpresa e que pretende demonstrar, com base nas provas do processo, a improcedência das acusações. O advogado Aldo Romani Netto também declarou confiar na absolvição do cliente.

Investigação da Polícia Federal

Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023. A investigação apontou que a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual ele era sócio, teria simulado vendas de insumos químicos para justificar desvios destinados ao narcotráfico.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público, as fraudes teriam ocorrido em 59 ocasiões. A denúncia também atribui ao influenciador a criação de pedidos fictícios e a apresentação de documentos falsos para justificar retiradas de produtos.

A acusação cita ainda mensagens encontradas no celular de Cariani que, segundo os promotores, indicariam conhecimento sobre o uso dos insumos na fabricação de drogas e proximidade com um policial civil responsável pela fiscalização de produtos químicos.

O que diz a defesa

A defesa afirmou que responderá aos argumentos do Ministério Público na fase de alegações finais e sustentará que as acusações não procedem. O g1 informou que tenta contato com os representantes de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira.

Apesar de pedir a condenação dos três réus, o Gaeco solicitou a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol, e de Andréia Domingues Ferreira, também citadas na investigação.

Como começou o caso

A investigação teve início em 2019, após a farmacêutica AstraZeneca informar ao Ministério Público que não reconhecia operações com produtos químicos registradas em notas fiscais emitidas pela Anidrol em 2017.

Segundo os investigadores, Fábio Spínola teria utilizado um e-mail falso, atribuído a um suposto funcionário da AstraZeneca, para negociar a compra dos produtos. Ele também é apontado como intermediário na negociação e entrega dos insumos a compradores ligados ao tráfico de drogas. (Com Oliberal)

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