DA REDAÇÃO — A influenciadora digital Victoria Raynna Silva Marinho, de Marabá, está sendo procurada pela polícia por suspeita de envolvimento em um esquema de divulgação enganosa de cassinos on-line. De acordo com as investigações, ela utilizava redes sociais para promover plataformas de apostas, como o chamado “jogo do tigrinho”, utilizando ferramentas como “conta demo” e senhas programadas para simular ganhos irreais e atrair seguidores com a promessa de dinheiro fácil.
A operação da Polícia Civil, deflagrada nesta quarta-feira (3), já resultou na prisão de 10 influenciadores digitais no estado do Ceará. Além disso, as ações foram realizadas em cidades como São Paulo, Embu das Artes e Santana de Parnaíba (SP), Cuiabá e Várzea Grande (MT) e Marabá (PA). Foram cumpridos 13 mandados de prisão, além de medidas de busca e apreensão de bens, bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de patrimônio dos investigados.
Em Marabá, os policiais apreenderam bens da influenciadora Victoria Raynna Silva Marinho. Ela é suspeita de fazer divulgação ilegal da plataforma para ganhar dinheiro. Quando os policiais chegaram à casa da suspeita, Victoria já havia fugido.
Em Juazeiro do Norte (CE), três veículos de luxo, cada um avaliado em R$ 500 mil, foram apreendidos durante a operação. Entre os influenciadores já presos estão Brenna Brito, Felipe Galviz e Joyce Gomes. A advogada Dágila Ribeiro, que representa dois dos detidos, afirmou que seus clientes estão colaborando com as investigações e que as plataformas de apostas divulgadas estariam legalizadas recentemente.
As investigações, que tiveram início há um ano, apontam que o grupo criminoso envolvido no esquema é formado por proprietários de plataformas chinesas, gerentes, agentes responsáveis por contratar influenciadores e os próprios divulgadores dos jogos. De acordo com a Polícia Civil, as plataformas operam sem autorização do Estado, o que impede a arrecadação de tributos e caracteriza crime.
O delegado Giovani Moraes, do Núcleo de Inteligência de Juazeiro do Norte, informou que a operação foi conduzida com autorização do Ministério da Fazenda e que os investigados continuavam promovendo plataformas ilegais mesmo após o início das apurações. A Polícia Civil segue em busca dos suspeitos foragidos e reforça que a população pode colaborar com informações sobre o paradeiro da influenciadora e de outros envolvidos. (Portal Debate)


