Marido finge ser paciente em UPA para agredir esposa que estava internada

lá. Segundo as informações iniciais, o agressor chegou a bater na vítima, mas foi contido pelos seguranças.

Um homem, que não teve sua identidade revelada, foi até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para tratar alguns ferimentos na última terça-feira (1º). Mas, na verdade, se tratava de uma simulação para conseguir entrar no local e ter acesso à área interna da UPA. O objetivo real do sujeito era perseguir e agredir a esposa, que estava internada lá. Segundo as informações iniciais, o agressor chegou a bater na vítima, mas foi contido pelos seguranças. O caso aconteceu no Região Administrativa de Sobradinho II, no Distrito Federal.

Quando o homem conseguiu adentrar a ala destinada apenas para pacientes, após preencher uma ficha e conseguir atendimento, ele foi diretamente no leito da esposa. Alguns minutos depois, começou uma gritaria, o que fez chamar a atenção dos seguranças, que correram para ver o que estava acontecendo. Um funcionário viu o criminoso apertando o braço da mulher com força e fez com que ele parasse com as agressões. Desta forma, a polícia foi chamada para o local.

Depois que a Polícia Militar chegou ao local, constatou o crime e que o homem estava embriagado. Além disso, ele ficou ainda mais violento. Mesmo precisando ser contido, o criminoso ainda fez ameaças ao afirmar que “já havia matado pessoas”. O homem foi levado para a 35ª Delegacia de Polícia de Sobradinho II, onde foi autuado por violência doméstica.

Na Delegacia, foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 3 mil, mas o indivíduo permaneceu preso, pois alegou que não tinha como pagar a quantia.

Denuncie violência doméstica

É importante ressaltar a importância de buscar ajuda em casos de violência doméstica. Ao testemunhar agressões contra mulheres, é fundamental ligar para o número 190 e denunciar. Além disso, é possível fazer denúncias por meio do número 180, que corresponde à Central de Atendimento à Mulher, e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Outras opções incluem o aplicativo Direitos Humanos Brasil (Android e iOS) e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).A maioria dos casos de violência doméstica são cometidos por parceiros ou ex-companheiros das vítimas, mas a Lei Maria da Penha também abrange agressões perpetradas por familiares.

Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para realizar a denúncia e buscar proteção. (Com Oliberal)

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