WhatsApp nega que plataforma esteja explorando colocar anúncios

“Lançar publicidade no aplicativo de mensagens pode gerar dinheiro, mas seria intrusivo e desajeitado”, disse Danni Hewson, analista da AJ Bell

O chefe do WhatsApp negou na sexta-feira (15), em uma reportagem do Financial Times que dizia que a plataforma de mensagens META, de propriedade da Meta, estava explorando anúncios na tentativa de aumentar a receita.

O aplicativo é visto por alguns analistas como uma oportunidade de crescimento inexplorada, mesmo anos depois que a Meta comprou a plataforma por US$ 19 bilhões em 2014, em seu maior negócio até agora.

A reportagem do FT disse que as equipes da Meta estavam discutindo se deveriam exibir anúncios em listas de conversas com contatos na tela de bate-papo do WhatsApp, mas nenhuma decisão final foi tomada.

A Meta também estava deliberando que deveria cobrar uma taxa de assinatura para usar o aplicativo sem anúncios, acrescentou o relatório, citando pessoas familiarizadas com o assunto. “Esta história do @FT é falsa. Não estamos fazendo isso”, disse o chefe do WhatsApp, Will Cathcart, em uma postagem na plataforma de mídia social X, anteriormente conhecida como Twitter.

O WhatsApp tem mais de 2 bilhões de usuários ativos mensais, segundo a empresa de dados financeiros Visible Alpha, mas a maior parte de sua receita vem de sua plataforma para pequenas e médias empresas, usada por cerca de 200 milhões de usuários. (link) todo mês.

A Meta não fornece a receita do WhatsApp, mas a Visible Alpha estima que o serviço de mensagens gerou US$ 1,06 bilhão em vendas no último trimestre, o que representa apenas 3% da receita total da empresa de mídia social.

Zuckerberg disse no ano passado, o WhatsApp e o Messenger impulsionariam a próxima onda de crescimento de vendas da empresa, com as mensagens de negócios “provavelmente sendo o próximo grande pilar” do Meta.

Qualquer medida para incluir anúncios no WhatsApp pode ser impopular entre os usuários “Lançar publicidade no aplicativo de mensagens pode gerar dinheiro, mas seria intrusivo e desajeitado”, disse Danni Hewson, analista da AJ Bell.

“A velocidade com que a história foi refutada sugere que Meta está ciente de quão impopular a medida seria… parece um fracasso, por enquanto”, acrescentou Hewson. (com informações de Reuters)

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