Rambo, o personagem imortalizado por Sylvester Stallone, ganhou uma nova aventura nos cinemas. Mas você sabia que um Rambo já circulou pelo Pará deixando no trajeto pilhas de corpos, corrupção e desgraças? A história foi lembrada pela página Iconografia da História em um post nesta semana.

O apelido surgiu por ele ter tomado um garimpo no Estado, praticamente sozinho, munido de duas submetralhadoras e um helicóptero. Em 1989, Márcio Martins da Costa chegou à região de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira.

Onça Branca: ouro, poder e traição – O Livre

“Na época com 23 anos, ele tinha como patrimônio apenas um avião em sociedade com outro piloto. Ele iniciou um negócio de transporte de garimpeiros que lhe deu muito dinheiro e estabeleceu boas relações com Léo Heck, até o dia em que decidiu entrar na justiça e lhe tomar uma área de garimpo”, conta a publicação.

Léo Heck, o Onça Branco, era um gaúcho que fundou Castelo dos Sonhos. O local era cercado por oito garimpos espalhados por uma área de 400 mil hectares e na qual trabalhavam seis mil garimpeiros.

O local também era marcado por conflitos de terra, grilagem, assassinatos no campo e trabalho escravo. “Héck chegou ao Vale da Esperança em 1977, impulsionado pelo incentivo governamental para que as terras fossem ocupadas e saíssem dos domínios dos índios caiapós.

Marcio tentou tomar uma área garimpeira do amigo na Justiça, mas perdeu a causa acabou algemado e arrastado pela rua principal do vilarejo de 235 casas por Léo Heck. Ele, então, embarcou no pequeno avião e foi para Belém.

Garimpo de Castelo dos Sonhos

“Algum tempo depois, ele retornou, chegando ao Garimpo Esperança IV a bordo de um helicóptero e disparando duas submetralhadoras americanas Ingram, assim nascia o Rambo do Pará e o jovem piloto dava início à pilha de cadáveres que vai deixar espalhada pela região a partir desse momento”.

A publicação lembra que Rambo exigiu tributo de cada dono de draga do garimpo, criou uma mineradora, uma empresa de aviação, lojas para garimpeiros, postos de gasolina, comércio de botijão de gás, negociando tudo a partir de gramas de ouro e conquistando lucros absurdos com todos os serviços que oferecia.

“Em três anos, o Rambo do Pará construiu um patrimônio invejável, contando com 17 pequenos aviões, 5 caminhões, 6 postos de combustíveis e centenas de quilos de ouro. Além de contar com 60 homens armados que controlavam 2.000 garimpeiros”. Rambo foi morto em 9 de janeiro de 1992.

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