Fagner Fernandes, ex-correligionário da vereadora Priscila Veloso (PTB), na campanha eleitoral de 2012, em Marabá, através de um áudio de Whtasapp, publicado pelo influenciador digital Noé Lima, no início da madrugada de hoje (24), acusa a ex-candidata de utilizá-se do sobrenome “Veloso”, com a finalidade de obter votos, e de usar a estrutura do Programa Bolsa Família para aumentar o capital eleitoral da então candidata.

Mentira
A Redação do Portal Debate Carajás entrou em contato com a vereadora Priscila Veloso e ela negou peremptoriamente a existência dos fatos narrados por Fagner Fernandes. “Ele nunca foi meu assessor, não mora em Marabá e não conseguiu a Certidão de Antecedentes Criminais exigida pela Câmara Municipal de Marabá para ser contratado pela CMM”, defendeu-se Priscila Veloso.
Meu nome completo é Priscila Duarte Veloso. “Como eu iria omitir meu sobrenome durante a campanha eleitoral?” indagou a parlamentar. “Essa é a minha identidade, meus pais me registraram com esse nome”, disse ela. A vereadora esclareceu que a família “Veloso”, da qual ela recebeu o sobrenome, possui raízes nas cidades de Goiânia e Trindade no estado de Goiás, não em Marabá. “Eu nunca disse que era parente do saudoso Dr. Veloso”, comentou.

Bolsa Família
Priscila Veloso afirmou que nunca fez cadastro do Programa Bolsa família. “Eu era coordenadora. Não tinha como eu fazer cadastro. As pessoas se dirigiam ao Comitê do Bolsa Família e faziam a autodeclaração de sua renda. “O cadastro é autodeclaratório”, afirmou Priscila Veloso. Ela disse ainda que levou a estrutura do Bolsa Família para os locais mais afastados da sede do município de Marabá, porém jamais interferiu em cadastros.
O Portal Debate Carajás não conseguiu falar com Fagner Fernandes sobre a veracidade e circunstâncias em que o áudio foi gravado. No entanto, há indícios da existência de outros áudios, gravados pelo ex-correligionário, em uma conversa particular com uma pessoa ainda não identificada. Este interlocutor teria publicado os áudios e enviados a influenciadores digitais.
Pedro Souza


