Agentes da Polícia Federal cumpriram, na manhã deste sábado (3), um mandado de busca e apreensão em uma empresa da qual o vereador e presidente da Câmara Municipal de Marabá (CMM), Ilker Moraes (PSB), é sócio. O local fica na Agrópolis do Incra, no Núcleo Cidade Nova, em Marabá.
A diligência faz parte de uma investigação relacionada a supostos crimes eleitorais. Durante a ação, um computador foi apreendido e deverá passar por análise no decorrer das investigações. De acordo com informações obtidas pela reportagem, outras pessoas também foram alvo de mandados na manhã deste sábado, mas os nomes ainda não foram divulgados. Ilker Moraes não estava no local no momento da diligência. Após a operação, o vereador informou que seus advogados acompanham o caso e que deverá prestar os esclarecimentos necessários. O parlamentar também divulgou uma nota oficial sobre a ação, esclarecendo sua relação com o caso e afirmando confiar na Justiça Eleitoral.
NOTA OFICIAL
A diligência realizada neste sábado em Marabá foi cumprida na sede de uma empresa da qual o vereador Ilker Moraes é sócio, e é somente nessa condição que o seu nome se relaciona ao caso. O vereador não se encontrava no local.
O advogado da empresa protocolou, ainda no início da tarde, pedido de acesso ao processo, que tramita sob segredo de justiça. Este procedimento é assegurado por lei e visa garantir o direito constitucional à defesa e ao contraditório; contudo, o acesso só foi liberado às 16h45, após reiterados pedidos. Nesse intervalo, informações sobre o caso já circulavam na imprensa, inclusive com dados que não correspondem aos fatos, utilizando a desinformação para promover o linchamento virtual do vereador.
Ilker Moraes lamenta essa inversão às vésperas da eleição, confia na Justiça Eleitoral e permanece à disposição das autoridades para prestar as informações que se fizerem necessárias.(Portal debate)


