Tutor cobra justiça após cachorro morrer esquecido dentro de veículo de pet shop em Parauapebas

Empresa reconheceu o ocorrido em documento apresentado à Justiça; um dos cães morreu e o outro precisou ser hospitalizado. Tutor pede R$ 15 mil por danos morais.

DA REDAÇÃO — A morte de um cachorro da raça Shih-Tzu, identificado como Theo, após ser esquecido dentro de um veículo de transporte de um pet shop, tornou-se alvo de uma disputa judicial em Parauapebas, no sudeste do Pará. O caso aconteceu na quinta-feira (20/8), quando o animal e outro cão da mesma família, chamado Floquinho, estavam sob os cuidados do Miau Petshop. O tutor, Israel da Silva Morais, busca a responsabilização da empresa e pede indenização de R$ 15 mil por danos morais.

O episódio ganhou um novo desdobramento após a própria empresa reconhecer, em contestação apresentada à Justiça no domingo (25/10), que os dois animais permaneceram dentro do veículo por um esquecimento do funcionário responsável pelo transporte.

Segundo o documento judicial, os cães haviam sido recolhidos na residência da família para receber serviços de banho. Após o atendimento, o colaborador iniciou as entregas e, entre uma rota e outra, acreditou que já havia deixado os animais em casa, quando, na realidade, eles continuavam dentro do automóvel.

Ao perceber o ocorrido, o funcionário encontrou os dois cães debilitados e os encaminhou para atendimento veterinário. Theo não resistiu e morreu. Já Floquinho apresentou um quadro compatível com hipertermia, condição caracterizada pelo aumento excessivo da temperatura corporal, e precisou ser hospitalizado. O animal recebeu alta no dia seguinte.

Tutor procurou a Polícia Civil

Inconformado com a morte de Theo, Israel procurou a Polícia Civil e prestou depoimento na quarta-feira (2/9), solicitando a apuração das circunstâncias do ocorrido e de possíveis responsabilidades.

O tutor também recorreu à Justiça por meio de uma ação de indenização por danos morais, protocolada em setembro. No processo, ele busca uma reparação de pelo menos R$ 15 mil pela perda do animal.

Entre os pedidos apresentados à Justiça estão a obtenção de imagens de câmeras de segurança e informações sobre a localização do veículo utilizado no transporte dos cães, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do episódio.

Empresa reconhece esquecimento, mas contesta indenização

Na defesa apresentada ao Juizado Especial Cível e Criminal de Parauapebas, o Miau Petshop reconheceu que os animais foram esquecidos no veículo, mas alegou que a situação ocorreu de maneira involuntária.

A empresa afirmou que prestou socorro assim que o funcionário percebeu o ocorrido e que assumiu os custos do atendimento veterinário. Também declarou ter devolvido o valor pago pelos serviços e reembolsado as despesas relacionadas ao sepultamento de Theo.

Segundo a contestação, o estabelecimento desembolsou R$ 974 com as consequências do episódio e o funcionário envolvido não faz mais parte de seu quadro de empregados.

Apesar de reconhecer os fatos, a defesa contesta o valor solicitado pelo tutor e pede que eventual indenização por danos morais seja limitada a R$ 2 mil.

O processo segue na esfera judicial, onde serão analisadas as alegações das partes e a eventual responsabilidade civil da empresa.

Para Israel e sua família, o episódio representa a perda de um animal de estimação que estava sob os cuidados de um estabelecimento contratado para garantir seu bem-estar. A ação judicial busca uma resposta pelo ocorrido e a reparação dos danos provocados pela morte de Theo. (Portal Debate)

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