Trump ameaça ação militar na Colômbia após ataque à Venezuela

As declarações de Trump foram dadas a jornalistas a bordo do Air Force One e também incluíram críticas a outros países vizinhos, como México e Cuba

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a crise geopolítica na América Latina ao ameaçar uma possível operação militar contra a Colômbia, afirmando que o país, governado pelo presidente Gustavo Petro, está “muito doente” e insinuando que uma intervenção norte-americana “soa bem” após a ofensiva militar que derrubou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o levou para julgamento em Nova York, em acusações de narcotráfico e narcoterrorismo.

As declarações de Trump foram dadas a jornalistas a bordo do Air Force One e também incluíram críticas a outros países vizinhos, como México e Cuba, enquanto ele acusou Petro de tolerar ou facilitar a produção de cocaína e declarou que Washington poderia agir para “fazer alguma coisa” caso não haja cooperação no combate ao tráfico, ampliando o impacto diplomático da operação na Venezuela.

Bogotá reage e acusa interferência

Bogotá reagiu com veemência às ameaças, classificando os comentários como uma interferência inaceitável nos assuntos internos da Colômbia e uma violação das normas de direito internacional, enquanto Petro negou qualquer envolvimento em narcotráfico e reafirmou a soberania do país, reforçando programas de combate às drogas e mobilizando apoio interno contra qualquer tentativa de pressão externa.

A escalada de retórica ocorre em meio a forte condenação internacional da ação militar dos EUA contra Caracas, com países da região e da Europa criticando a operação como um precedente perigoso para a paz e segurança regional, enquanto líderes como o secretário-geral da ONU convocaram discussões sobre os riscos de ações unilaterais que desafiem a ordem internacional. (Com Diário do Pará)

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