Os moradores do centro do Peru enfrentaram momentos de grande tensão na madrugada desta terça-feira (14). Um forte abalo sísmico de magnitude 5,4 atingiu a região por volta das 3h21 no horário local, despertando a população. De acordo com os dados oficiais do Instituto Geofísico do Perú (IGP), o ponto central do tremor foi localizado ao norte de Huayhuahuasi, uma área situada nas proximidades da província de Espinar, pertencente ao departamento de Cusco. Como o abalo ocorreu a uma profundidade considerável de 143 quilômetros, o impacto na superfície acabou sendo atenuado.
Este novo susto no continente acontece exatamente 21 dias após uma catástrofe humanitária sem precedentes devastar a Venezuela. Em 24 de junho, o país vizinho foi castigado por dois terremotos seguidos e violentos, com magnitudes de 7,2 e 7,5. Aqueles tremores entraram para a história como os mais devastadores em solo venezuelano desde o ano de 1900, deixando marcas profundas principalmente na capital, Caracas, e no estado litorâneo de La Guaira.
As consequências acumuladas na Venezuela impressionam e mostram o tamanho do desafio de reconstrução na região. Os dados mais recentes divulgados pelas equipes de assistência apontam que o desastre de junho provocou a morte de 4.561 pessoas. O total de feridos que precisaram de cuidados médicos chegou a 16.740, enquanto os grupos de socorro conseguiram retirar 6.462 cidadãos com vida dos escombros de prédios que desabaram.
Atualmente, a crise humanitária do país vizinho se reflete nas 17.907 pessoas que continuam totalmente desabrigadas, sem teto para onde voltar após a destruição de casas e o colapso dos serviços básicos essenciais. Embora o evento desta terça-feira no Peru tenha características geográficas diferentes e menor potencial destrutivo devido à sua profundidade, ele acende novamente o alerta sobre a intensa atividade geológica que a América do Sul vem enfrentando nas últimas semanas. (Com Roma News)


