Técnica de enfermagem é presa após tentar sequestrar recém-nascida em maternidade

A ação foi frustrada pela tia da criança, que desconfiou da situação e conseguiu impedir a saída da mulher com a recém-nascida.

Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí. A investigada, identificada como Auricélia Rocha, é suspeita de ter escondido a bebê dentro de uma bolsa para tentar deixar a unidade de saúde. A ação foi frustrada pela tia da criança, que desconfiou da situação e conseguiu impedir a saída da mulher com a recém-nascida.

De acordo com a investigação, embora estivesse uniformizada, Auricélia estava de folga no dia da tentativa de sequestro. Segundo o delegado Hugo Alcântara, responsável pelas investigações, a casa da técnica de enfermagem estava preparada para receber a criança.

Imagens registradas pelas câmeras de segurança da maternidade mostram Auricélia carregando a recém-nascida pelos corredores da unidade às 13h40. Segundo a família da bebê, a técnica informou que levaria a criança para realizar exames.

A funcionária trabalhava na maternidade havia pouco mais de dois anos. Após pegar a recém-nascida, ela entrou em uma sala enquanto a tia da bebê, Daniela Beatriz, permaneceu aguardando do lado de fora.

Dois minutos depois, Auricélia deixou o local sem a criança nos braços, mas carregando uma bolsa lateral de grande porte. A atitude despertou a desconfiança da familiar, que decidiu acompanhá-la.

Segundo Daniela Beatriz, a técnica entrou em um banheiro e saiu usando outra roupa, já sem o uniforme do hospital. Diante da mudança de vestimenta e da suspeita de que algo estivesse errado, a tia abordou Auricélia, puxou a bolsa e encontrou a recém-nascida escondida em seu interior.

Em entrevista ao programa Fantástico, o diretor administrativo e financeiro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, José Alberto Alencar, afirmou que não houve falha na segurança da unidade.

Segundo ele, o hospital possui leitores faciais, portas com controle por senhas e códigos, além de profissionais treinados para lidar com esse tipo de ocorrência.

O delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, informou que o caso é investigado como tentativa de sequestro. De acordo com ele, como a comunicação às autoridades demorou a ser feita, Auricélia Rocha não pôde ser presa em flagrante. Diante dessa situação, a Justiça decretou a prisão preventiva da investigada.

As investigações também apontaram que, após a repercussão do caso, Auricélia foi internada por familiares em uma clínica psiquiátrica. Após receber alta médica, o mandado de prisão preventiva foi cumprido pelas autoridades.

Durante o cumprimento das diligências, a Polícia Civil realizou buscas na residência da técnica de enfermagem. Segundo o delegado Hugo Alcântara, o imóvel estava preparado para receber a recém-nascida.

No local, os policiais encontraram fraldas, roupas, uma banheira e um berço. A investigação também revelou que familiares acreditavam que Auricélia estava grávida.

A defesa da técnica informou que ela foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos e fazia uso de medicamentos psiquiátricos. Em nota, os advogados afirmaram que Auricélia “apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados”.

Apesar da alegação da defesa, os investigadores acreditam que Auricélia agiu sozinha. Até o momento, a Polícia Civil também descarta a hipótese de inimputabilidade por transtorno mental que afaste a responsabilidade da investigada pelos atos apurados no caso. (Com Ver-o-Fato)

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