Aneel: tarifa de energia elétrica deve subir, em média, 5,6% em 2023

No entanto, a Aneel explicou que o impacto vai variar conforme cada distribuidora de energia
Brasília - O consumo de energia elétrica no país fechou os primeiros três meses do ano com queda acumulada de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Na primeira reunião entre os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a equipe de transição do governo eleito, ocorrida na quarta-feira (23), foi estimado que a tarifa de energia elétrica vai subir 5,6%, em média, em 2023.

No entanto, a Aneel explicou que o impacto vai variar conforme cada distribuidora de energia. Segundo as estimativas da Aneel:

  • 7 distribuidoras devem ter reajuste superior a 10%
  • 15 distribuidoras com reajuste entre 5% e 10%
  • 17 distribuidoras devem ter reajuste entre 0% e 5%
  • 13 distribuidoras devem ter reajuste inferior a 0%

A agência citou que a diferença de percentuais acontece devido aos custos de compra, transmissão e distribuição de energia, que variam conforme cada distribuidora, além de eventual crédito tributário que a empresa possa ter direito. Os créditos tributários estão sendo revertidos em favor do consumidor, atenuando os reajustes.

A Aneel destacou que os percentuais de reajuste são estimativas, que ainda podem mudar até a homologação dos novos índices tarifários e cita também que os reajustes nas tarifas de energia são feitos individualmente pra cada distribuidora. Normalmente, é na data de aniversário do contrato de concessão.

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