Justiça revoga domiciliar e determina que Da Paz volte para a cadeia

O juiz Alexandre Arakaki ordenou a volta de “Da Paz” para o presídio, neste sábado (30), após revogar a prisão domiciliar
Juíza revogou a prisão de "Da Paz" em Marabá - Crédito: Reprodução

Maria da Paz Ferreira, a “Da Paz”, investigada pela morte do joalheiro Edilson Pereira de Sousa, no dia 12 de maio último, teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva e retornou para o Centro de Recuperação Feminino (CRF), neste sábado (30), em Marabá, no sudeste do Pará.

O juiz Alexandre Hiroshi Arakaki, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Marabá, revogou a prisão domiciliar, concedida no último dia 8 de outubro. O Ministério Público acusa Da Paz de ordenar a execução da vítima para se livrar de uma dívida de R$ 1,9 milhão em joias.

Ela foi presa no âmbito da “Operação Golden”, deflagrada pela Polícia Civil do Pará, no dia 30 de setembro. Existem mais seis suspeitos presos, quase todos da mesma família, sob acusação de participação na morte de Edilson Sousa. A prisão de Da Paz, na época, gerou grande repercussão em Marabá.

O joalheiro Edilson Pereira de Sousa em vida | Foto: Reprodução

Nos bastidores, especula-se que a vítima tenha sido executada no interior do imóvel de Da Paz. Depois de morto, o corpo do joalheiro teria sido desovado no Rio Tocantins, próximo à Vila São José – o popular Km 8 – às margens da BR-230, local onde o carro foi abandonado pelos assassinos, sentido a cidade de Itupiranga.

O Portal Debate Carajás conversou, na manhã deste domingo (31), com os advogados Diego Adriano Freires, Magdenberg Teixeira e Odilon Neto, sob a volta da suspeita para a prisão. Eles se mostraram surpresos com a decisão do juiz Alexandre Arakaki em revogar a prisão domiciliar.

A defesa afirmou que não teve acesso ao inquérito policial concluído. — Depois de ter acesso aos autos do processo, serão manejadas ações autônomas de impugnação que poderão reestabelecer a liberdade de Da Paz. Ela estava cumprindo fielmente todas as determinações judiciais e principalmente por ser inocente — finalizam os advogados. (Portal Debate Carajás)

Acusados de matar Edilson Sousa – Crédito: Reprodução

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