Uma estratégia contínua de mutirões e ampliação de serviços de saúde no Pará resultou na realização de mais de 36,5 mil cirurgias eletivas e cerca de 30,7 mil procedimentos ambulatoriais especializados entre janeiro de 2025 e abril de 2026. Desse total, os sistemas oficiais do Ministério da Saúde registraram 29.351 cirurgias e 17.935 procedimentos no ano passado, enquanto o primeiro quadrimestre de 2026 já contabiliza 7.205 procedimentos cirúrgicos e 12.820 ambulatoriais.
Entre as especialidades abrangidas, estão áreas estratégicas como ortopedia, cirurgia cardiovascular, oncologia, neurocirurgia e oftalmologia. O avanço mais recente dessa mobilização ocorreu no último fim de semana, com 69 procedimentos de média e alta complexidade executados simultaneamente em quatro grandes hospitais da rede estadual, consolidando a descentralização e a redução do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).
O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, afirma que o esforço conjunto tem permitido ampliar o acesso sem perder de vista a regionalização da assistência. “Reduzir filas significa devolver qualidade de vida para a população. Cada cirurgia realizada representa uma pessoa que volta a trabalhar, estudar ou viver com mais autonomia. O Pará vem fortalecendo sua rede especializada com planejamento, ampliação da oferta e atuação integrada com o Ministério da Saúde e os municípios para garantir que os usuários tenham acesso mais rápido e mais próximo de casa”, afirmou.
A estratégia integra ações voltadas à ampliação do acesso da população aos atendimentos especializados no SUS, com atuação em duas frentes principais: o componente ambulatorial, por meio da Oferta de Cuidados Integrados (OCIs), e o componente cirúrgico, com foco na realização de cirurgias eletivas.
Os números atestam avanço da iniciativa estadual. Em 2025, dados dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde (SIH/SUS e SIA/SUS) registraram 17.935 procedimentos ambulatoriais, com destaque para avaliações de risco cirúrgico, cardiologia, ortopedia e oftalmologia. No mesmo período, foram realizadas 29.351 cirurgias eletivas, abrangendo especialidades estratégicas como ortopedia, cirurgia cardiovascular, oncologia, neurocirurgia e oftalmologia.
Já entre janeiro e abril de 2026, no componente ambulatorial, foram contabilizados 12.820 procedimentos, com maior concentração em cardiologia e ortopedia. No componente cirúrgico, o Estado alcançou 7.205 cirurgias eletivas realizadas, mantendo a capacidade instalada ativa e ampliando o acesso da população aos serviços especializados.
Ao aumentar a produção assistencial e organizar o fluxo entre consultas, exames e cirurgias, o governo estadual avança na redução das filas e melhora a resolutividade da rede. A estratégia também fortalece a organização da rede de saúde pública, permitindo maior integração entre atendimento ambulatorial e realização dos procedimentos cirúrgicos.
Para a enfermeira e técnica do Departamento de Análise e Serviços (DAS/DDASS), Brena Brasil, o avanço dos indicadores demonstra que o investimento em linhas de cuidado e na ampliação da capacidade instalada gera impacto direto sobre o acesso. “O fortalecimento da assistência especializada passa pela organização do cuidado em rede. O programa possibilita ampliar consultas, exames preparatórios e procedimentos cirúrgicos de forma articulada, permitindo reduzir a demanda reprimida e tornar o atendimento mais oportuno para a população paraense”, disse.
Além do benefício direto ao usuário, a ampliação das cirurgias eletivas também produz efeitos importantes para os municípios, que passam a contar com maior capacidade de encaminhamento e resolutividade regional.
Cirurgias – No último final de semana, dias 20 e 21, o governo do Pará realizou mais uma série de cirurgias nos mutirões. A mobilização ocorreu simultaneamente em quatro unidades da rede estadual – Hospital Ophir Loyola, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e Hospital Regional de Conceição do Araguaia.
As equipes assistenciais atuaram para ampliar o acesso a procedimentos de média e alta complexidade. Ao todo, a ação promoveu 69 procedimentos cirúrgicos, para o alcance da meta de redução do tempo de espera dos usuários e da ampliação do acesso regionalizado aos serviços especializados do SUS.
Entre os beneficiados pelo mutirão, a dona de casa Yara Bravo, moradora de Águas Lindas, em Belém, se surpreendeu positivamente com a qualidade do atendimento. Ela acompanhou a filha durante o atendimento na Santa Casa e destacou que a antecipação do procedimento foi um fator decisivo para a melhor saúde da criança. “Eu achei ótima essa oportunidade porque já estávamos aguardando há algum tempo e a cirurgia da minha filha foi antecipada em relação à data que havia sido marcada. Para mim, foi importante, pensando no bem-estar e na saúde dela”, disse Yara Bravo.
Gisele Moraes da Silva acompanhou a mãe, Maria da Silva, e elogiou a realização dos mutirões. “Ligaram para a minha mãe na quarta-feira (17) e ela conseguiu fazer a cirurgia. Além disso, recebeu outros atendimentos aqui na Santa Casa. Fomos recebidas com cuidado. Foi uma oportunidade importante para a nossa família”, destacou.
Ivison Carvalho é o secretário-adjunto de Políticas Públicas da Sespa, e enfatiza que a estratégia contribui para o equilíbrio dos atendimentos em todas as regiões paraenses. “Quando ampliamos o acesso aos procedimentos especializados, fortalecemos também os municípios. Muitos usuários deixam de permanecer em filas prolongadas e conseguem atendimento dentro de fluxos regionais mais organizados. Isso reduz a pressão sobre a atenção local e melhora a capacidade dos municípios de responder às necessidades da população”, frisou.
Com a continuidade dos mutirões e o fortalecimento das ações previstas no programa Agora Tem Especialistas, a expectativa é ampliar ainda mais a oferta de procedimentos especializados, consolidando uma rede mais acessível, regionalizada e resolutiva para os paraenses. (Caroliny Pinho/ Ascom Sespa e Agência Pará)


