Um homem é investigado por organizar e divulgar campeonato de sexo em Portel, município do arquipélago do Marajó, que contaria com a presença de menores de idade. Após o caso ganhar repercussão nas redes sociais, a Polícia Civil começou a investigar a situação. O homem que é servidor público de uma secretaria municipal alegou que tudo não passou de uma “brincadeira” para chamar atenção para gravidez na adolescência.
“Eu vou organizar o primeiro campeonato em Portel de mast… Então, para quem quiser se inscrever, as inscrições já estão abertas aqui, o campeonato vai rolar dia 10 de julho, no meio das férias. Todo mundo estará de férias. Vocês podem se inscrever por aqui, mandando mensagem pelo Tik Tok, pelo Instagram, pelo Kwai, pagar a taxa de inscrição e já vai estar participando”, disse o suspeito em um dos vídeos divulgado nas redes sociais. “Adolescentes, meninos acima de 12 anos já podem se inscrever até 100 anos, se quiser. Meninas, acima de 14 anos, podem se inscrever”, complementou o suspeito.
Após a repercussão, o caso começou a ser investigado pela Polícia Civil. O órgão começou o monitorar o suspeito e adotou as medidas cabíveis. Em análise preliminar, a delegada Fabiana Santos, responsável pelo caso, apontou a configuração de dois crimes, que serão apurados. O primeiro é a satisfação de lascívia na presença de crianças e adolescentes (Art. 218-A do Código Penal), que ocorre quando um adulto pratica atos libidinosos com a presença de menores de idade.
O suspeito também estaria cometendo a incitação ao crime, já que ele convocou e convidou outras pessoas a praticarem um crime ao seu lado. O suspeito tanto pratica o crime, quanto o inventiva. Após a repercussão, o servidor público removeu o vídeo das redes sociais e publicou uma retratação, em que tenta se explicar.
No novo vídeo, o suspeito alegou que tinha o intuito de chamar a atenção para os casos de gravidez na adolescência e que tudo não teria passado de uma brincadeira. “Chegou no prefeito, na Câmara de Vereadores, no Conselho Tutelar, e muita gente me mandando mensagem, até me ameaçando. Tudo isso por causa de um vídeo, de uma interpretação errada, de um vídeo que era para ser de humor e engraçado, mas enfim falando sobre o enfrentamento à violência e a exploração sexual infanto-juvenil no arquipélago do Marajó”, falou.
Em um dos vídeos, o suspeito informou o regulamento do dito campeonato, data e horário, e a premiação, o que descartaria a alegação de que seria uma brincadeira. O suspeito também falou que haveria oferecimento de lanches reforçado para os participantes. Tudo isso evidenciaria a real intenção de organizar o evento ilegal.
“Ele disse que colocaria em um telão sites pornográficos. Ele propõem aos adolescentes que vão a casa dele, que presencie adultos se masturbando e diz que isso foi uma brincadeira, que isso deveria ter sido visto como algo engraçado. E não é engraçado aliciar menores de idade para a prática de crimes”, afirmou a delegada Fabiana Santos, ao canal de Portel VICTV.
O suspeito foi intimado para depor, mas preferiu ficar calado. Ele alegou que somente se manifestaria na presença de um advogado no tribunal. (As informações são do O Liberal)


