SANTA IZABEL (PA) – O ex-policial civil Sebastião Cardias Alves, de 64 anos, morreu no Hospital Municipal de Santa Izabel, nesta terça-feira (3). O interno cumpria pena por ter sido o executor dos irmãos Ubiraci Novelino e Urakitan Novelino, assassinados de forma brutal, em abril de 2007, e os corpos foram jogados na Baia do Guajará, em Belém.
O preso, Sebastião Cardias foi condenado a 80 anos de prisão e teria morrido após ter contraído tuberculose no presídio. O Instituto Médico Legal (IML) de Castanhal recebeu o chamado para fazer a remoção do corpo no início da manhã desta terça-feira (3).
Cardias, como o ex-policial era conhecido, estava internado no Hospital Municipal de Santa Izabel, desde o dia 15 de dezembro de 2022, onde tratava uma doença pulmonar, com suspeita de câncer no pulmão. Nesta madrugada, ele veio a óbito, no próprio hospital. Ele foi condenado a 80 anos de prisão.
O detento realizava acompanhamento de saúde no Hospital Barros Barreto e, também, era assistido pela equipe de saúde da unidade prisional. De acordo com a nota da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o órgão está acompanhando a situação e presta assistência à família do apenado.
O apenado foi o executor dos empresários Novelino a mando do empresário João Batista Ferreira Bastos, conhecido como “Chico Ferreira”.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/11/21/frame_novelino.jpg)
O caso
Os irmãos Novelino foram atraídos para o escritório da empresa Service Brasil, localizada no Bairro da Batista Campos, em Belém. Ubiraci e Urakitam foram receber uma dívida, de R$ 4 milhões, contraída pelo também empresário “Chico Ferreira”, mas não sabiam que estavam sendo atraídos para uma armadilha.
Depois dos irmãos não terem voltados para casa, ainda naquele dia, o pai deles, Ubiratan Lessa Novelino, acionou a polícia e foi até a sede da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe). No prédio, o pai das vítimas encontrou “Chico Ferreira”, que, ao ser questionado pela imprensa, dizia estar na Dioe com a missão de colaborar com as investigações. Foi instaurado um inquérito policial, conduzido pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
O crime começou a ser elucidado na tarde do dia 26 de abril de 2007, quando um investigador da Delegacia de Benfica recebeu várias ligações, informando que um carro estava sendo desmontado no sítio Gueri-Gueri, pertencente ao radialista Luiz Araújo.
Ao chegar ao local, o policial constatou que era um carro Corolla (cor preta), com características, que depois vieram a ser confirmadas, do carro em que os irmãos Novelino saíram na noite anterior para se encontrar com “Ferreira” no local do crime.
Os corpos foram concretados, colocados em tambores e depois jogados na baía de Guajará em Belém. Os cadáveres só foram encontrados nos dias 7 e 9 de maio de 2007. O brutal assassinato provocou, na época do crime, uma grande repercussão no Pará. (Portal Debate)


