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Prefeito publica nota de repúdio, após pichação de portão em Marabá

Prefeito de Marabá publica nota de repúdio contra ataques recebidos.
Portão foi pichado pelos manifestantes - Crédito: Reprodução
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Durante um protesto, organizado pelos trabalhadores da educação, realizado no início da manhã de hoje (13), por volta de 8h30, alguns servidores da educação, em greve, picharam o portão da casa do prefeito Sebastião Miranda (PSD), causando ‘bate boca’ entre os próprios educadores, nas redes sociais, pela forma como se deu o protesto, pois alguns concordaram com o ato, mas outros servidores foram totalmente contra a pichação, por considerá-la um ato de vandalismo.

Depois de tomar ciência do fato, Tião Miranda se manifestou em uma rede social, por volta de 15 horas, externando seu descontentamento com o ocorrido. Leia:

“Durante toda minha carreira política, sempre concordei com atos democráticos e reivindicações ordeiras e legítimas. Em nenhum momento, como cidadão e como político, neguei o direito de expressão sincera de nenhum segmento.

No entanto, há dois dias, venho sendo atacado em minha residência, de forma totalmente antidemocrática, por um pequeno grupo do Sindicato dos Servidores da Educação que diz representar uma classe tão importante: a dos educadores de nossa cidade.

A fim de chamar a atenção, de forma torpe e criminosa, picharam a frente da minha residência, gritaram palavras de baixo calão, desrespeitaram a minha casa e de meus vizinhos.

Como político, não vejo motivo para este tipo de vandalismo. Como cidadão comum, me vejo no direito de questionar até aonde querem chegar com este tipo de atitude.

Não sou contra as manifestações ordeiras, mas acredito que em tudo há um limite legal e ético. Assim como, acredito que não se trata de uma representação legítima de uma classe de educadores.

Como cidadão desta cidade onde nasci, e graças a Deus tenho o respeito e a admiração de muitos dos meus conterrâneos, manifesto meu repúdio aos que cometeram este crime. Pergunto como reagiriam esses “manifestantes” se tivessem suas casas quase invadidas e danificadas? Questiono se este tipo de atitude é realmente coerente. Se o exemplo dado condiz com representantes de uma categoria tão importante como a de educadores.

Ultrapassamos uma linha onde o respeito cedeu espaço ao ódio, onde poucas pessoas se acham no direito de provocar tumulto em nome de um argumento que já está sendo discutido em âmbito institucional pela Secretaria de Educação.

Democracia não é isto. Direitos não são conquistados desta forma. Atos de vandalismo não são aceitos pela grande maioria dos mais de 4 mil servidores da educação. Limites existem para serem devidamente respeitados. Não é agindo com intolerância que se evolui em qualquer tipo de reivindicação.

Repito, deixo aqui o meu repúdio não apenas como gestor, mas como cidadão marabaense que respeita a todos”. (Tião Miranda)

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