No Pará, o preço das passagens de ônibus caiu 2,6% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. O estado acompanhou a tendência da região Norte, que registrou queda de 1% e foi a única do país a apresentar redução no período. Os dados são do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Já em todo o país, o preço médio da passagem de ônibus subiu 5,1% em julho de 2026, na comparação com julho de 2025. No mesmo período, o preço médio da passagem aérea aumentou 41,9%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O ritmo de inflação do transporte aéreo foi oito vezes maior que o do ônibus, marcando o maior distanciamento entre os índices dos dois modais desde o início do ano, de acordo com o levantamento.
O preço do diesel, principal insumo do setor, subiu 14% em julho de 2026, na comparação com julho de 2025. No mesmo período, o preço das passagens rodoviárias aumentou 5,1%. O índice do setor rodoviário ficou acima do IPCA geral (4,4%) e do IPCA de Transportes (3,7%), mas abaixo da variação registrada nas tarifas aéreas.
Reajuste
Na comparação mensal, o reajuste das passagens rodoviárias em julho de 2026 desacelerou em relação ao mesmo período do ano anterior. Em julho de 2025, o preço médio subiu 4,5% ante junho. Em julho de 2026, a alta foi de 2,6%, indicando menor pressão sobre o preço das passagens no período.
Julho, por concentrar as férias escolares, costuma registrar aumento na demanda por viagens. No IRCB, a série sem ajuste sazonal apontou alta de 2,6% entre junho e julho de 2026. Com o ajuste sazonal aplicado pela Fipe, que considera os efeitos das férias e do calendário, houve recuo de 0,7% no período.
Na comparação entre julho de 2025 e julho de 2026, ambos os meses sob efeito das férias escolares, a alta de 5,1% indica estabilidade das tarifas no período de um ano.
Entre os tipos de viagem, o segmento interestadual teve alta de 7,1% entre junho e julho de 2026, na série sem ajuste sazonal. Com o ajuste, houve recuo de 1,1%. Já o transporte intermunicipal teve alta de 1,3% na série sem ajuste e de 0,5% na série ajustada. Na comparação anual, o segmento registrou alta de 5,7%.
Categorias e trajetos
Na comparação anual, a categoria cama teve a maior alta entre as classes de serviço, de 7,7%. A categoria executivo subiu 3,7%, enquanto a leito teve alta de 3,6%. Já o semi-leito registrou a menor variação do índice, de 1,1%, na comparação com julho de 2025.
Em relação à distância percorrida, as viagens de curta distância, de até 100 km, registraram a maior alta na comparação anual, de 8,5%. Os trechos de média e média-longa distância tiveram aumentos entre 5,3% e 6,1%. As viagens de longa distância, acima de 400 km, registraram a menor alta entre os recortes de distância, de 3,2% na comparação com julho de 2025.
Desde o início da série histórica do IRCB, em dezembro de 2017, o preço das passagens de ônibus acumula alta de 63,9%. No mesmo período, as passagens aéreas subiram 102%, enquanto o preço do diesel aumentou 109,2%.
“As férias de julho são sagradas para a família brasileira, e viajar não pode virar um pesadelo no orçamento. O IRCB mostra que o ônibus seguiu sendo o que ele sempre foi: a certeza de que a viagem é previsível e cabe no bolso, em qualquer canto do país.”, afirma o CEO da ClickBus, Phillip Klien. (Com Oliberal)


