MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – O pastor Clebison Henrique de Sousa foi preso preventivamente na quinta-feira (20), em Marabá, no sudeste do Pará, durante a Operação “Ponto Crítico”, deflagrada pela Polícia Civil. Ele é investigado por estupro de vulnerável contra uma criança que tinha sete anos na época dos fatos, ocorridos, segundo a denúncia, em agosto de 2025.
A prisão ocorreu na Rua São Raimundo, na Vila São José, região conhecida como Km 8. A ordem judicial foi expedida pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e cumprida por agentes durante a ação policial.
Conforme o relato da mãe da criança, a suspeita começou após a menina mudar o comportamento e passar a evitar ir à residência do investigado, local onde costumava buscar alguns objetos. Ao conversar com a filha, a mulher teria descoberto que o pastor supostamente apresentava vídeos de conteúdo sexual à criança e realizava toques de natureza inadequada.
Ainda segundo o depoimento, a menina teria relatado três episódios. Depois da revelação, a família procurou as autoridades, e a criança foi submetida a procedimentos de escuta especializada por profissionais capacitados para atender casos dessa natureza.
A mãe afirmou que demorou inicialmente para procurar a polícia por acreditar que não havia elementos suficientes para comprovar o que havia sido relatado pela filha. Posteriormente, decidiu formalizar a denúncia e prestar esclarecimentos durante a investigação.
A mulher também relatou que já havia ouvido comentários de outras frequentadoras da igreja sobre supostas atitudes inadequadas atribuídas ao pastor. Segundo ela, posteriormente também teria sido alvo de comentários e investidas de cunho sexual que seriam atribuídas ao investigado.
Ainda conforme o relato, outras pessoas teriam procurado as autoridades para comunicar situações semelhantes. Algumas delas teriam sido chamadas para prestar depoimento e contribuir com a apuração do caso.
Clebison permanece preso preventivamente enquanto as circunstâncias são investigadas. A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre o andamento do procedimento ou sobre a existência de outras possíveis vítimas. A defesa do investigado não havia se manifestado até o momento. (Portal Debate, Com Portal Carajás Notícias)


