MARABÁ (PA) — Uma tonelada de cocaína apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização de rotina foi incinerada nesta segunda-feira (11/5), em Marabá, no sudeste do Pará. O procedimento foi acompanhado pela Polícia Federal (PF), Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), PRF e Vigilância Sanitária, após autorização judicial.
A droga é resultado de uma única apreensão realizada neste ano pela PRF. Após a ocorrência, a carga foi apresentada à Delegacia da Polícia Federal em Marabá, onde o caso foi convertido em flagrante e encaminhado à Justiça. Com a decisão autorizando a destruição do material, os órgãos responsáveis deram continuidade ao procedimento de incineração.
Segundo o delegado da Polícia Federal em Marabá, Ruan Guimarães, a atuação da PF nesse tipo de procedimento tem como foco garantir a legalidade da destruição da droga e a preservação da cadeia de custódia. Ele explicou que a corporação verifica se o material apreendido corresponde ao que está sendo incinerado, após a devida autorização judicial. A parte operacional da destruição contou com apoio da estrutura utilizada para a queima, enquanto a PF e os demais órgãos acompanharam a regularidade do processo.
O Ministério Público do Pará também acompanhou a incineração. De acordo com o promotor de Justiça Samuel Furtado, da 1ª Promotoria Criminal de Marabá, o volume de apreensões recentes aponta para uma tendência preocupante na região. Para ele, Marabá tem se consolidado como uma rota de tráfico considerada rentável por organizações criminosas.
Samuel Furtado ressaltou ainda que apreensões de grande porte causam prejuízos significativos ao crime organizado. O promotor também destacou que o enfrentamento ao tráfico ganhou reforço com a instalação do Canil da Polícia Militar em Marabá, uma vez que o uso de cães farejadores tem contribuído para o aumento das apreensões de entorpecentes no município e em áreas próximas.
Embora a apreensão tenha sido inicialmente conduzida sob atribuição federal, os desdobramentos do caso foram encaminhados à Justiça Estadual, por se tratar de tráfico local. Após a incineração, o inquérito seguirá em tramitação para apurar a responsabilidade dos envolvidos no transporte da carga.
Segundo o promotor, o papel do Ministério Público é fiscalizar o protocolo de destruição das drogas e assegurar a legalidade do procedimento. A partir de agora, o foco passa a ser o andamento judicial do inquérito e a responsabilização dos envolvidos. (Portal Debate)


