Polícia Civil investiga maus-tratos a cachorro agredido com corrente em Marabá

Denúncia foi divulgada pelo Portal Debate no último dia 29 de junho. Dias depois, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente conseguiu localizar o animal vítima de maus-tratos em via pública

Após a repercussão de um vídeo que mostra um idoso agredindo um cachorro com uma corrente em via pública, no bairro Folha 20, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) enviou uma equipe de fiscalização ao local, liderada pelo coordenador de Fiscalização Ambiental Mateus Rocha, para apurar a denúncia de maus-tratos.

A equipe percorreu a área em busca de informações sobre o suspeito e localizou o cachorro vítima da agressão. De acordo com Mateus Rocha, o animal apresenta sinais de sarna, carrapatos e visíveis indícios de maus-tratos. Segundo ele, o cão também demonstra sinais de trauma: “Quando vê corda ou corrente, se esconde e chora”, relatou o coordenador à Redação do Portal.

O coordenador informou ainda que o cachorro já se encontra sob os cuidados de um novo tutor, em boas condições de saúde, após ter sido retirado pela própria vizinhança do ambiente em que sofria os maus-tratos. O suspeito de cometer a agressão não foi localizado no imóvel durante a fiscalização, tendo se deslocado para a zona rural, segundo informações apuradas. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar e responsabilizar o infrator.

Além disso, Mateus informou que o vídeo que motivou a denúncia circulou cerca de uma semana após o ocorrido, o que reforça o apelo para que a população denuncie os casos de maus-tratos o quanto antes, possibilitando uma atuação mais rápida dos órgãos ambientais, civis e da Guarda Municipal.

As denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181, pelo número (91) 98118-5129, pelo Linha Verde (94) 3312-3350 ou por meio de formulário disponível na bio do perfil oficial da secretaria no Instagram (@semma.mab).

A equipe da secretaria é composta por coordenador, fiscal e médico veterinário, com o apoio da Guarda Municipal, por meio do Grupamento de Proteção Ambiental (GPA), em situações de maior gravidade ou risco. O papel do veterinário é fundamental na identificação dos crimes de maus-tratos e na avaliação das condições físicas dos animais.

Conforme o veterinário Leopoldo Moraes, em casos em que há possibilidade de reverter a situação, o infrator recebe um prazo para adequação das condições do animal, com acompanhamento por meio de visitas periódicas da equipe de fiscalização. Já nos casos mais graves, os animais podem ser retirados e encaminhados a ONGs, universidades ou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), parceiro da secretaria.

O CCZ é responsável pelo acolhimento de animais que representam risco à saúde pública e dispõe de espaço para cães, gatos e um curral destinado a animais de grande porte, como cavalos, além de transporte específico para remoção.

A Semma reafirma que a colaboração da comunidade é essencial para o enfrentamento de crimes ambientais e a garantia do bem-estar animal no município. (Portal Debate, com Portal Vinícius Soares)

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