Polícia Civil desmancha fábrica ilegal de armas no Marajó

Um homem, identificado como Muller Nazaré Martins Costa, foi preso em flagrante e deve responder por comércio ilegal de arma de fogo
Foto: Divulgação

A Polícia Civil desmanchou em Muaná, no Arquipélago do Marajó, uma fábrica clandestina de armas de fogo e encontrou um pequeno arsenal com cinco espingardas prontas para a venda, além de diversos materiais para produção de outras. Um homem, identificado como Muller Nazaré Martins Costa, foi preso em flagrante e deve responder por comércio ilegal de arma de fogo, crime previsto no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento, que prevê pena de seis a 12 anos de prisão e multa.

O delegado de Muaná, Diego Catunda, explicou a investigação começou no dia 26 de novembro, quando recebeu denúncia apontando a prática criminosa. No dia 5 de dezembro o trabalho foi concluído com a identificação do local e do suspeito. Nesta terça-feira (6), uma operação foi montada para prender Muller.

Segundo Catunda, a fábrica funcionava entre as 10h e 12h, já que no restante do dia Muller trabalhava em outra empresa de manutenção em telefone celular.

O comércio existia há cerca de cinco anos e a fabricação era feita nos fundos da residência, onde havia diversos equipamentos, como torno mecânico, solda, furadeira, esmerilhadeira, capacete de solda e fluxo de solda.

Os investigadores também encontraram cinco espingardas montadas, diversas coronhas, canos, mesa de armamento, pólvora, chumbinhos e várias munições deflagradas, já que Muller realizava os testes dos armamentos eu seu quintal.

Catunda acrescentou que Muller confessou os fatos e afirmou que vendia cada armamento por cerca de R$ 1,5 mil. A produção disponibilizava armas de diversos calibres e o acusado confirmou não possuir autorização legal para a fabricação. (Portal Debate, com Notícia Marajó)

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