MARABÁ (PA) – A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (24), Roberth Lucas da Silva Sampaio, apontado como um dos suspeitos de envolvimento na execução de Kelson Olegário dos Santos, de 42 anos, conhecido como “Piolho”, morto a tiros em Marabá.
A prisão ocorreu durante a “Operação Regicídio”, deflagrada para cumprir mandados de busca e apreensão em três imóveis relacionados à investigação do assassinato. As diligências aconteceram nos bairros Cidade Jardim, Nova Marabá e Residencial Morumbi.
Roberth Sampaio foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, ele também é apontado como um dos envolvidos no homicídio de “Piolho” e deverá ser ouvido no inquérito que apura o crime em Marabá.
Execução de “Piolho”
Kelson Santos foi executado por volta de 21h30 do dia 20 de junho de 2026, no Bairro Novo Horizonte, Núcleo Cidade Nova, em via pública. O crime ocorreu no mesmo local onde “Kim Braum” matou a tiros Ricardo Silva, o “Quaresma”, e Rafael Torelli. Depois ele atirou na própria cabeça, no trágico fim da casa H10 Poker Clube, em agosto de 2019.
De acordo com as informações levantadas após o crime, os primeiros disparos contra “Piolho” ocorreram nas proximidades da residência dele, na Avenida 2000. Mesmo ferido, Kelson Santos correu na tentativa de escapar dos atiradores.
Ele chegou à Rua Araguaia, onde tentou se proteger atrás de um poste de energia elétrica, mas foi alcançado e atingido por vários disparos. “Piolho” morreu na calçada de um imóvel e Roberth Sampaio passou a ser considerado um dos pistoleiros.
Durante o ataque, um rapaz identificado como “Orelha” e mais duas pessoas também foram atingidos por balas perdidas e socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Desde então, a Polícia Civil trabalhava para identificar os responsáveis pela execução e esclarecer a motivação do assassinato de “Piolho”.

Mais de 236 tabletes de maconha
A operação desta quinta-feira (24) também resultou em uma grande apreensão de entorpecentes. Em um imóvel no Residencial Morumbi, os policiais encontraram porções de drogas, balança de precisão, prensa hidráulica e outros materiais que, segundo a investigação, seriam utilizados no beneficiamento de entorpecentes.
No local também havia uma caminhonete em processo de desmonte, possivelmente utilizada no transporte de drogas, além de outro veículo. Já em uma residência no Residencial Cidade Jardim, apontada como pertencente ao suspeito, os investigadores localizaram mais de 236 tabletes de maconha, além de porções de cocaína e crack.

“Velho conhecido”
“Piolho” acumulava um histórico de prisões relacionadas ao tráfico de drogas em Marabá. Em agosto de 2011, ele foi preso durante a “Operação Piolho”, acusado de chefiar um grupo envolvido no tráfico de pedras de “óxi” provenientes dos estados do Maranhão e Tocantins e revendidas em Marabá. Na ocasião, outras oito pessoas também foram presas.
Em 14 de junho de 2014, Kelson Santos voltou a ser preso durante a “Operação Sodoma”, da Polícia Civil, novamente sob acusação relacionada ao tráfico de drogas.
No dia 11 de setembro de 2020, “Piolho” foi preso durante a segunda fase da “Operação Malinoais”. Posteriormente, foi julgado, condenado e cumpriu pena no Complexo Penitenciário de Marabá. Nos últimos anos, entretanto, Kelson mantinha uma rotina mais discreta ao lado da família e utilizava tornozeleira eletrônica.

Investigação continua
Roberth Sampaio foi preso em flagrante por tráfico de drogas e será interrogado no inquérito que investiga a execução de “Piolho”. Depois dos procedimentos policiais, deverá ser encaminhado ao sistema prisional e permanecer à disposição da Justiça em Marabá .
A “Operação Regicídio” contou com a participação de unidades da Polícia Civil, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e do Canil da Guarda Municipal de Marabá (GMM). O crime pode estar relacionado à disputa pelo domínio do tráfico de drogas em Marabá.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do assassinato, definir a participação atribuída a cada investigado e identificar outros possíveis envolvidos na execução de “Piolho”. (Portal Debate)


