O Pará possuía 18,4 mil empresas ativas no setor de serviços não financeiros em 2024, responsáveis pela ocupação de 237,3 mil pessoas e pela geração de R$ 45 bilhões em receita bruta. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, as empresas paraenses do setor também pagaram R$ 7,8 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Os números colocam o Pará em posição de destaque no cenário regional. O estado concentra 34,9% das empresas de serviços da Região Norte e 39,6% do pessoal ocupado no setor. Também responde por 42,1% dos gastos com pessoal realizados pelas empresas de serviços da região.
Na geração de receita, o Pará respondeu por 36,1% do total registrado pelo setor de serviços na Região Norte. O estado ficou na segunda posição regional, atrás apenas do Amazonas, que concentrou 36,7% da receita. Em âmbito nacional, a participação paraense correspondeu a 1,2% da receita bruta da prestação de serviços.
Serviços profissionais lideram
Entre as atividades pesquisadas pelo IBGE, os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram a maior participação econômica no Pará. O segmento representou 36,3% das empresas do setor, concentrou 47,3% das pessoas ocupadas e respondeu por 28,8% da receita bruta gerada pelos serviços no estado.
O gráfico apresentado pelo IBGE na primeira página do levantamento mostra ainda a distribuição das empresas entre os diferentes segmentos. Depois dos serviços profissionais, administrativos e complementares, aparecem os serviços de alojamento e alimentação, com 19,4% das empresas; transporte rodoviário, com 9,3%; serviços de manutenção e reparação, com 7,4%; e serviços de informação e comunicação, com 6,8%.
A importância dos serviços profissionais, administrativos e complementares também aparece no cenário nacional. Em 2024, o grupo foi o principal gerador de receita em 23 das 27 unidades da Federação.
Remuneração
O salário médio mensal pago pelas empresas de serviços não financeiros no Pará foi equivalente a 1,8 salário mínimo em 2024. O valor ficou acima da média da Região Norte, de 1,7 salário mínimo, mas abaixo da média nacional, que alcançou 2,2 salários mínimos. Ao todo, as empresas paraenses pesquisadas pagaram R$ 7,8 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações durante o ano. O setor empregava 237,3 mil pessoas e reunia 18,4 mil empresas ativas.
Norte tem participação menor no país
Apesar da relevância do Pará para a economia regional, a Região Norte apresentou a menor participação entre as grandes regiões brasileiras no setor de serviços não financeiros. Em 2024, a região concentrava 2,7% das empresas, 3,8% do pessoal ocupado e 3,3% da receita bruta nacional do setor. Na outra ponta, o Sudeste manteve a liderança no mercado brasileiro de serviços. A região reunia 56,1% das empresas, 55,6% do pessoal ocupado e 63,7% da receita bruta do setor. Entre os estados, São Paulo liderou a geração de receita, com 43,5% do total nacional, seguido por Rio de Janeiro, com 10,1%, e Minas Gerais, com 8,5%.
Nova série histórica
A PAS 2024 marca o início de uma nova série histórica da pesquisa. Segundo o IBGE, a mudança ocorreu devido à substituição da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) pelos registros do eSocial como fonte de apoio ao Cadastro Central de Empresas (Cempre), utilizado na seleção das empresas e na produção dos resultados.
Por causa da alteração metodológica, os dados de 2024 não são diretamente comparáveis aos anos anteriores. O estudo também deixou de divulgar o indicador de atividade, o que afeta a continuidade da série histórica. A Pesquisa Anual de Serviços reúne informações sobre a estrutura e o desempenho econômico das empresas prestadoras de serviços não financeiros no Brasil, incluindo dados sobre ocupação, massa salarial e geração de receitas. (Com Oliberal)


