MARABÁ (PA) — O paciente conhecido como “Odilonzinho” ou “Toim” continua em estado gravíssimo no Hospital Municipal de Marabá (HMM), no sudeste do Pará, nesta terça-feira (15/9). Segundo informações obtidas pelo Portal Debate, ele está intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após ter sofrido um suposto espancamento que provocou diversas lesões no rosto e nas regiões abdominal e torácica.
Na segunda-feira (14/9), o paciente apresentou uma crise convulsiva, aumentando a preocupação com seu quadro de saúde. Conforme divulgado anteriormente, ele também vinha apresentando episódios de vômito com sangue. O próximo boletim médico está previsto para as 16h desta terça-feira.
Diante da gravidade do caso, mais familiares estão saindo de Parauapebas, também no sudeste do Pará, para acompanhar a internação. Entre eles estão três irmãos que, segundo as informações repassadas à reportagem, estão vindo para doar sangue, devido à necessidade do paciente.
No domingo (13/9), quando o Portal Debate publicou as primeiras informações sobre a internação, a equipe do hospital ainda buscava localizar familiares. Parte dos parentes reside na zona rural de Parauapebas e agora se mobiliza para prestar apoio.

O Portal Debate entrou em contato com a 21ª Seccional Urbana de Marabá para perguntar se já foi aberto inquérito para investigar o caso. Até a atualização desta matéria, não havia resposta.
As circunstâncias em que “Odilonzinho” sofreu os ferimentos permanecem sem esclarecimento. Ainda não há confirmação sobre quem teria praticado as agressões, onde elas ocorreram ou qual teria sido a motivação.
O possível enquadramento como tentativa de homicídio dependerá das evidências reunidas na investigação. Caso o Ministério Público apresente denúncia por esse crime e a Justiça decida pela pronúncia do acusado, poderá haver julgamento pelo Tribunal do Júri, conforme o Código de Processo Penal. Não há, até o momento, confirmação oficial dessa classificação para o caso.
Conhecido em Marabá e Parauapebas, “Odilonzinho” tem síndrome de Down e vive em situação de rua, conforme as informações anteriormente obtidas pela reportagem. O Portal Debate acompanha sua situação e atualizará o caso após a divulgação de novas informações médicas e o retorno da Polícia Civil. (Portal Debate)


