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Obras colocam Parauapebas na contramão de cidade sustentável

Crédito: Portal Debate Carajás
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Ao andar pelas principais ruas de Parauapebas, no sudeste do Pará, pode-se observar um feito inusitado que não se vê mais em cidades desenvolvidas que acompanham o progresso sustentável. Tão inusitado que fica difícil de acreditar que um gestor, por mais ruim que seja, tenha a capacidade de fazer uma obra, como veremos a seguir.

Trata-se dos canteiros verdes das vias públicas. A Secretaria Municipal de Obras (Semob) simplesmente está arrancando a grama e substituindo-a por concreto. Tamanho absurdo é realizado com a justificativa de que a prefeitura não está dando conta de manter as áreas verdes limpas, segundo um encarregado da obra que não quis se identificar. “O mato cresce muito rápido. Assim, com cimento, não nasce mais mato e não precisa limpar”, afirmou o trabalhador.

Todos sabem que Parauapebas vive um crônico transtorno de alagamento no inverno e, no verão, o calor é insuportável. Quanto mais se concreta as áreas públicas, dificulta o escoamento das águas das chuvas e aumenta o efeito estufa no verão, trazendo prejuízo e má qualidade de vida para toda a população.

Crédito: Portal Debate Carajás

Além disso, a Prefeitura Municipal (PMP) contribui para que a cidade fique mais feia. Com suas áreas verdes diminuídas e com o aumento de áreas concretadas, temos a verdadeira visão do inferno.

O Secretário, Sr. Wanterlor Bandeira, demonstra grande inaptidão ao optar por esse tipo de obra que coloca Parauapebas na lista das cidades que não cuidam do seu meio ambiente. Uma obra cara, muito além do que se pratica no mercado, e que destoa da realidade de municípios sustentáveis Brasil Afora.

Por outro lado, o Secretário de Meio Ambiente, Sávio Santiago, ainda não mostrou a que veio, pois teria a obrigação de embargar a obra, mesmo em se tratando de um serviço executado pelo governo Darci Lermen (MDB).

Já o prefeito, assiste a tudo com “cara de paisagem”, deixando que cada secretaria aja de acordo com os interesses do vereador “dono” de sua pasta. E assim, segue a “carruagem da alegria” que coloca os interesses políticos acima do bem coletivo. Se bem que o Ministério Público (MPPA) e o Conselho Municipal de Meio Ambiente, se existir, poderiam ajudar Parauapebas, orientando os gestores sobre a necessidade de se construir uma cidade, mas “de olho” na sustentabilidade.

Crédito: Portal Debate Carajás

Fonte: Portal Debate Carajás – Sucursal Parauapebas

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