Nutricionistas estão proibidos de usar IA em resultados de avaliações em novo Código

Entre as principais mudanças, estão diretrizes inéditas sobre o uso de inteligência artificial e a atuação de nutricionistas nas redes sociais.

Conselho Federal de Nutrição (CFN) publicou nesta terça-feira (28) um novo Código de Ética e Conduta que atualiza as regras para o exercício da profissão no Brasil. Entre as principais mudanças, estão diretrizes inéditas sobre o uso de inteligência artificial e a atuação de nutricionistas nas redes sociais.

A nova norma traz um olhar mais rigoroso sobre práticas de divulgação de serviços, especialmente no ambiente digital. O texto reforça a proibição de promessas de resultados, como emagrecimento rápido ou cura de doenças, e estabelece limites mais claros para a publicidade vinculada a marcas e produtos. Saiba mais abaixo.

Inteligência Artificial não pode simular resultados

O novo Código de Ética traz regras mais rígidas para o uso de inteligência artificial na prática profissional e na produção de conteúdo. A norma autoriza o uso de tecnologias, mas estabelece limites claros para evitar práticas que possam induzir o público ao erro.

Entre as principais determinações está a proibição de criar ou manipular imagens, vídeos ou áudios que simulem pessoas reais ou apresentem resultados clínicos irreais. Outro ponto reforçado é que essas ferramentas não podem substituir o atendimento direto, preservando a relação entre nutricionista e paciente como eixo central da prática profissional.

Antes e depois de pacientes seguem proibidos

As novas regras mantêm e ampliam restrições já existentes, principalmente no campo da comunicação. Continua proibida a divulgação de resultados de pacientes, incluindo fotos de “antes e depois”, dados de composição corporal ou exames, mesmo que esses conteúdos sejam gerados por inteligência artificial.

Também permanece proibida qualquer promessa de resultado vinculada a dietas, protocolos ou produtos. O objetivo é evitar a criação de expectativas irreais e garantir uma atuação baseada em evidências científicas. Além disso, o código restringe estratégias promocionais consideradas apelativas, como sorteios, descontos ou ofertas para atrair clientes.

Código amplia foco em direitos, ética e responsabilidade profissional

O novo Código também reforça pilares essenciais da profissão, ampliando o olhar para direitos humanos, equidade e responsabilidade no cuidado em saúde.O texto destaca o compromisso com o direito humano à alimentação adequada, além de orientar uma atuação livre de discriminação e pautada no respeito à diversidade cultural, social e individual dos pacientes. (Com Oliberal)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!