O mundo vivenciou, neste ano, o terceiro mês de julho mais quente já registrado, segundo a agência de monitoramento do aquecimento global da União Europeia (UE) informou nesta quinta-feira (7), após dois anos consecutivos em que as temperaturas superaram os recordes anteriores. Apesar de uma temperatura média global ligeiramente menor, cientistas disseram que extremos, incluindo calor e inundações mortais, persistiram em julho.
“Dois anos após o julho mais quente já registrado, a recente série de recordes de temperatura global acabou – por enquanto. Mas isso não significa que as mudanças climáticas cessaram”, disse Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, citado pela agência “Associated Press”. “Ainda estamos testemunhando os efeitos de um mundo em constante aquecimento.”
A agência de monitoramento da UE disse que novos recordes de temperatura e mais extremos climáticos são esperados, a menos que as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera sejam reduzidas.
Em 25 de julho, a Turquia registrou sua temperatura mais alta de todos os tempos, 50,5 °C, enquanto lutava contra vários incêndios florestais.
Embora não tão quente quanto julho de 2023 ou julho de 2024, o primeiro e o segundo mais quentes já registrados, respectivamente, o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus relatou que, no mês passado, a temperatura média da superfície do planeta ainda estava 1,25 °C acima do período pré-industrial de 1850-1900, antes do início da queima generalizada de petróleo, gás e carvão pelos humanos.
A agência afirmou que a temperatura média global do ar na superfície atingiu 16,68 °C em julho, o que é 0,45 °C acima da média de 1991-2020 para o mês.
Os gases de efeito estufa liberados pela queima de combustíveis fósseis, como gasolina, petróleo e carvão, são a principal causa das mudanças climáticas.
Apesar de um julho com temperaturas médias mais baixas que nos dois anos anteriores, o período de 12 meses entre agosto de 2024 e julho de 2025 foi 1,53°C acima dos níveis pré-industriais, excedendo o limite estabelecido em 2015 para limitar o aquecimento causado pelo homem a 1,5°C.
O Copernicus é o sistema de observação da Terra da União Europeia baseado na coleta de dados por satélite e terrestres. Julien Nicolas, cientista sênior do Copernicus, disse que é importante visualizar o declínio do mês passado no contexto de dois anos anômalos em termos de aquecimento. “Estamos realmente saindo de uma série de recordes de temperatura global que durou quase dois anos”, disse ele. “Foi um período muito excepcional.” Ele acrescentou que, enquanto a tendência de aquecimento a longo prazo persistir, eventos climáticos extremos continuarão a ocorrer. (Com Globo)


