A citação do filho da prefeita de Colares em uma denúncia de violência sexual tem repercutido no município do nordeste paraense e passou a mobilizar cobranças por uma investigação rigorosa. O caso foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em Belém, após uma mulher relatar que perdeu a consciência durante a madrugada do último domingo (2) e acordou horas depois com lesões pelo corpo e sem qualquer lembrança do período em que esteve desacordada.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima participava de uma festa na comunidade Santo Antônio quando uma confusão terminou com o pai de sua filha ferido por arma branca no pescoço. Ela contou que entrou em um veículo com o homem e outras três pessoas para que ele fosse levado a atendimento médico.
Segundo o relato, após o grupo decidir deixar o ferido na residência da esposa, sob a justificativa de que o corte não era grave, a mulher pediu para ser levada até a casa do pai. No entanto, permaneceu no veículo. Ainda conforme a denúncia, ela recebeu um copo de cerveja e, depois de ingerir a bebida, perdeu completamente a consciência.
A denunciante afirma que despertou somente por volta das 12h30, já na residência do pai, apresentando sonolência, dores de cabeça, hematomas no braço direito e fortes dores nas partes íntimas. Sem conseguir recordar o que aconteceu durante várias horas, ela procurou a Polícia Civil por suspeitar que tenha sido vítima de violência sexual.
Entre os homens citados no boletim de ocorrência está David, apontado pela vítima como filho da prefeita de Colares, Maria Lucimar. Outros dois homens, identificados como “Macaco” e Junior, também são mencionados no registro policial.
Ainda conforme a ocorrência, o pai da mulher informou aos policiais que apenas Junior a deixou em casa. Segundo a versão apresentada a ele, a vítima teria caído, batido a cabeça e permanecido desacordada dentro do veículo, motivo pelo qual só foi levada à residência horas depois.
O caso foi registrado como estupro na Deam, onde a mulher compareceu acompanhada por uma advogada. A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias da denúncia, ouvir os envolvidos e realizar as diligências necessárias para esclarecer o ocorrido.
A repercussão do caso aumentou pelo fato de um dos citados na denúncia ser filho da prefeita do município. Até o momento, não há informações oficiais sobre a instauração do inquérito policial nem confirmação de que os investigados tenham sido ouvidos.
O Portal Roma News solicitou informações à Polícia Civil sobre o andamento das investigações. A citação do nome de uma pessoa em boletim de ocorrência representa uma denúncia que será apurada pelas autoridades competentes e não configura reconhecimento de culpa, que somente pode ser estabelecida após o devido processo legal. (Com Roma News)


