Uma jovem de 28 anos que teve um vídeo íntimo vazado após ter levado o aparelho celular para uma assistência técnica, localizada em um shopping de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A mulher percebeu que havia algo de errado ao notar comentários e alguns comportamentos estranhos entre os funcionários presentes no local.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima procurou o estabelecimento em março para tentar resolver um problema técnico no dispositivo, mas o funcionário responsável solicitou autorização para conectar o celular ao Wi-Fi da assistência.
Na ocasião, a jovem não desconfiou de nada, visto que o pedido feito pelo técnico é considerado um procedimento comum e necessário para poder consertar alguns defeitos em eletrônicos. O caso voltou a viralizar nas redes sociais nos últimos dias, mas ocorreu em 2025. No entanto, serve de alerta até hoje.
O técnico teve acesso à galeria de vídeos da cliente
Para a vítima, tudo parecia normal, mas enquanto aguardava o conserto do celular, o técnico teria acessado a galeria de fotos e vídeos da cliente sem autorização. Ao abrir a coleção, ele encontrou um vídeo íntimo da mulher com seu ex-companheiro, gravado em junho de 2025. No mesmo momento, ele gravou a tela com o seu próprio celular e, ao mesmo tempo, enviou o conteúdo aos outros funcionários do espaço.
Segundo a advogada da vítima, Amanda Romero, é possível que haja outras vítimas que também tenham vídeos compartilhados devido à gravidade do caso. “Isso não é apenas um caso isolado. É uma violação de intimidade extremamente grave. Se não tivesse sido percebido, poderia ter sido compartilhado. A naturalidade com que o funcionário agiu preocupa e levanta a possibilidade de outras vítimas”, explicou Romero.
O caso de exposição íntima da jovem foi investigado, por meio das imagens de segurança da assistência técnica, pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e a Polícia Civil não descartou a possibilidade de outros crimes, como violação de dispositivo informático e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento. No entanto, desde março de 2026, não houve mais atualizações sobre o crime. (As informações são do O Liberal)


