Mulher sobrevive por 24 horas após ser empurrada de penhasco pelo ex-marido

Vítima sofreu hipotermia e ficou agarrada a um arbusto até ser localizada por equipes de resgate; suspeito confessou o crime e foi preso pela Polícia Militar

Uma mulher de 41 anos sobreviveu após passar cerca de 24 horas presa em um penhasco no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso aconteceu entre segunda-feira (25) e terça-feira (26) e terminou com o resgate da vítima e a prisão do ex-marido, suspeito de tentativa de feminicídio.

Segundo a Polícia Militar, Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza foi sequestrada e empurrada de um abismo pelo ex-companheiro, Sivanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos. Mesmo ferida, ela conseguiu se agarrar em um arbusto a aproximadamente 50 metros do local da queda e permaneceu no local até ser encontrada pelas equipes de resgate.

A operação mobilizou cerca de 20 militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além da aeronave Arcanjo, utilizada em salvamentos em áreas de difícil acesso. Imagens divulgadas pelos bombeiros mostram o momento em que a vítima é retirada do penhasco.

De acordo com o tenente Geraldo Silveira, do Corpo de Bombeiros, Ana Cláudia apresentava sinais de hipotermia e exaustão devido ao tempo em que ficou exposta ao frio intenso da região.

“Ela estava muito cansada por causa do tempo que permaneceu na região e das baixas temperaturas”, afirmou o militar.

Familiares relataram que a vítima sofria violência física e psicológica por parte do ex-companheiro. Ana Cláudia sofreu fratura no nariz e escoriações leves pelo corpo e segue internada em um hospital de Belo Horizonte.

Em vídeo obtido pela Rádio Itatiaia, o suspeito confessou ter empurrado a ex-companheira no penhasco. Ele também admitiu ter ameaçado a vítima com um canivete e afirmou que tentou descer para procurá-la, mas não conseguiu alcançá-la.

Sivanildo Amâncio foi localizado e preso pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (26), em Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais. O caso será investigado pela Polícia Civil. (Com Gazeta Carajás)

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