Nascer sem útero fez Lauren Fowler acreditar durante anos que jamais poderia gerar um filho. Duas décadas depois de começar a sonhar com a maternidade, a britânica vive uma realidade que parecia distante: está grávida de 26 semanas após receber um transplante de útero doado pela própria irmã, Kelly. O bebê, primeiro filho de Lauren com o parceiro David, deve nascer em outubro.
A história foi contada por Lauren nesta segunda-feira (17), durante participação no programa britânico “This Morning”. Ela nasceu com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MRKH), uma condição rara que afeta o desenvolvimento do sistema reprodutor feminino. No caso dela, diagnosticada como tipo 1, Lauren nasceu sem útero.
Uma possibilidade anos depois
Por volta de 2010, Lauren soube da existência de um ensaio clínico envolvendo transplantes de útero. Naquela época, porém, os procedimentos utilizavam órgãos provenientes de doadoras falecidas.
Anos mais tarde, ao descobrir que o estudo havia passado a considerar também doadoras vivas, Lauren procurou imediatamente Kelly. A irmã aceitou participar do processo e afirmou que faria a doação assim que terminasse de formar a própria família.
A oportunidade chegou em maio de 2025, quando as duas foram submetidas às cirurgias necessárias para a retirada e o transplante do órgão.
Complicações após o transplante
Segundo Lauren, o procedimento inicialmente ocorreu “muito bem”, e ela recebeu alta hospitalar uma semana depois. A recuperação, no entanto, teve complicações. Uma obstrução fez com que precisasse passar por outras duas cirurgias.
“Foi por um triz. Foi um período muito difícil”, contou.
Apesar dos problemas enfrentados, o organismo de Lauren não rejeitou o útero transplantado. Depois da cirurgia, ela também passou a menstruar. A primeira menstruação, segundo relatou, foi “muito intensa” e a deixou exausta. Na seguinte, a intensidade do sangramento foi ainda maior.
“Foi tão intensa que desmaiei e apaguei”, lembrou.
Primeira gravidez terminou em aborto
Depois do tratamento da obstrução e da recuperação, Lauren iniciou as tentativas para engravidar. A primeira gestação terminou em um aborto espontâneo quando ela estava com cinco semanas.
Ela continuou tentando e conseguiu engravidar novamente. Agora, aos seis meses de gestação, se prepara para a chegada do primeiro filho. O parto está previsto para outubro e será realizado por cesariana.
A experiência também ganhou um significado especial para Kelly, que já tem três filhos. Segundo ela, as crianças acompanham com expectativa a chegada do primo.
“As crianças estão muito animadas para conhecer o primo. E o fato de terem esse laço especial por compartilharem o útero é muito importante”, disse.

Laço entre as irmãs
Kelly contou ainda que todo o processo, desde a decisão de doar o órgão até a gravidez de Lauren, tornou a relação entre as duas ainda mais próxima.
“Sempre fomos muito próximas, mas acho que não poderíamos passar por algo como o que passamos sem que isso fizesse diferença e nos unisse ainda mais”, afirmou.
Lauren decidiu tornar pública a própria experiência para ampliar o conhecimento sobre a síndrome e sobre a possibilidade de transplante de útero. Pessoas submetidas ao procedimento podem ter até dois filhos antes da retirada do órgão transplantado. Ela e David ainda não decidiram se tentarão uma segunda gravidez.
“Vamos decidir quando finalmente tivermos o bebê em nossos braços. Acho que é aí que o instinto materno e paterno entra em ação”, declarou.
Laço entre as irmãs
Kelly contou ainda que todo o processo, desde a decisão de doar o órgão até a gravidez de Lauren, tornou a relação entre as duas ainda mais próxima.
“Sempre fomos muito próximas, mas acho que não poderíamos passar por algo como o que passamos sem que isso fizesse diferença e nos unisse ainda mais”, afirmou.
Lauren decidiu tornar pública a própria experiência para ampliar o conhecimento sobre a síndrome e sobre a possibilidade de transplante de útero. Pessoas submetidas ao procedimento podem ter até dois filhos antes da retirada do órgão transplantado. Ela e David ainda não decidiram se tentarão uma segunda gravidez.
“Vamos decidir quando finalmente tivermos o bebê em nossos braços. Acho que é aí que o instinto materno e paterno entra em ação”, declarou.


