Integrantes de movimentos sociais iniciaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) nesta quarta-feira (8). O protesto foi organizado pela Frente Feminista, que integra movimentos feministas organizados de partidos e movimentos sociais, incluindo o Movimento Sem Terra (MST), em alusão ao Dia Internacional da Mulher.
Uma audiência estava prevista no local, mas o prédio foi quase invadido durante sessão solene em homenagem às parlamentares mulheres.
A escadaria de entrada chegou a ser totalmente ocupada, segundo funcionários. “Não consegui entrar, os seguranças conseguiram me tirar bem na hora”, relata servidora.
O MST informou que a Marcha das Mulheres, em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, encerraria com a entrega de documentos às parlamentares do Estado.
Outra ação seria a entrega de projeto de lei que proíbe a pulverização de agrotóxicos em comunidades camponesas. Denúncias do MST apontam que a situação ocorre em acampamento Quintino Lira, em Santa Luzia do Pará, e Helenira Resende, em Marabá. As pautas já estariam acertadas na Alepa, mas o protesto acabou sendo recebido com spray de pimenta, segundo o MST.
A reunião ainda ocorria no começo da tarde. Uma carta manifesto foi entregue aos parlamentares.
Sobre a ação da PM, o promotor de Justiça Militar Armando Brasil repudiou os “gravíssimos fatos” e informou que vai instaurar inquérito policial militar para apurar o acaso.
A Alepa foi procurada, mas não se pronunciou sobre o caso. (Portal Debate, com g1 Pará)




