Malévola chega a São Paulo após prisão no Egito e relata falta de água e comida

Influenciadora e Bruna Mercatelli desembarcaram em Guarulhos após pagar R$ 8 mil de fiança; defesa pretende levar denúncias de abuso ao Itamaraty.

A influenciadora Mariana Alves, conhecida como Malévola, desembarcou com a amiga Bruna Mercatelli por volta das 22h30 de quinta-feira (22), no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A chegada ao Brasil veio acompanhada de denúncias sobre o tratamento recebido durante a prisão no Egito: ela relatou que ficou sem acesso a água e comida enquanto estava detida.

As duas brasileiras, que são trans, retornaram após a prisão em Alexandria, sob a acusação de “comportamento obsceno”. Em vídeo encaminhado ao g1, elas informaram que pagaram, juntas, R$ 8 mil de fiança para responder ao processo em liberdade.

“Finalmente chegamos ao Brasil”, disse Malévola na gravação ao lado de Bruna. Com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, a influenciadora também falou sobre o alívio de estar de volta e a recepção no país. “Ser recebida com tanto carinho pelos brasileiros é incrível. Acho que igual aos brasileiros não tem”.

Relato sobre a prisão

Ao descrever o período sob custódia das autoridades egípcias, Malévola afirmou que passou 24 horas em uma sala, sentada em uma cadeira de ferro, em Alexandria.

“Eu não volto para o Egito de maneira alguma. A gente tá sem celular, a gente não teve acesso a comida, a gente não teve acesso a água… foram 24 horas numa sala, sentadas numa cadeira de ferro ali em Alexandria”, declarou.

“Colocaram a gente dentro de um camburão e levaram a gente”.

A influenciadora também denunciou que precisou se despir diante dos agentes e associou a mudança no tratamento à exposição de seu corpo.

“Tive de ficar pelada para eles verem meu órgão genital. Só assim para me tratar bem porque eles viram que eu era mulher. A gente foi humilhada, a gente foi tratada como lixo”.

Segundo Malévola, o advogado que a representa no Brasil procurou a representação diplomática brasileira para auxiliar no caso. “O meu advogado aqui no Brasil entrou em contato com a Embaixada brasileira no Egito, fez todas as intermediações, deu o seu máximo”.

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