Justiça mantém prisão de envolvido em acidente que matou motorista de aplicativo em Parauapebas

Em audiência de custódia, foi convertida em preventiva a prisão em flagrante de Victor Hugo de Oliveira, de 41 anos, suspeito de causar a colisão que vitimou Natanael Santos Ferreira, de 47 anos

Victor Hugo de Oliveira, de 41 anos, segue preso após ter a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada às 14 horas de ontem, segunda-feira (20). Ele dirigia a caminhonete preta que atingiu fatalmente o motorista de aplicativo Natanael Santos Ferreira, de 47 anos. A colisão aconteceu na manhã de domingo (19), no Bairro Vila Rica, em Parauapebas.

De acordo com os autos, Victor Hugo dirigia sob efeito de álcool, apresentando forte odor etílico, olhos avermelhados e fala desconexa. Ele colidiu com o carro de Natanael e também atingiu outra vítima, uma passageira, socorrida por uma equipe médica e que não teve o estado de saúde divulgado. Após o impacto, o veículo conduzido por Victor Hugo invadiu uma residência, provocando danos estruturais, rachaduras nas paredes e destruição da rede elétrica do imóvel.

O advogado de defesa, Wilson Santana, afirmou à reportagem que o motorista ingeriu uma única dose de bebida alcoólica e que a vítima avançou a preferencial.

A juíza Flávia Oliveira do Rosário, ao converter a prisão em preventiva, destacou a gravidade dos fatos e o risco de reiteração da conduta, ressaltando que o motorista decidiu dirigir mesmo após ingerir bebida alcoólica.

“Trata-se, portanto, de fato gravíssimo, que revela um comportamento altamente imprudente, perigoso e de desrespeito às normas básicas de convivência e segurança no trânsito”, escreveu.

Ainda conforme ela, a custódia cautelar se mostrou necessária para garantia da ordem pública: “notadamente para evitar reiteração de condutas da mesma natureza, pois indica-se que o réu voluntariamente decidiu conduzir veículo automotor após ingerir bebida alcoólica, em circunstâncias que resultaram em perda de vidas, ferimentos e destruição patrimonial”.

Durante a audiência, a defesa de Victor Hugo alegou que o acusado teria consumido “apenas um copo de whisky”. Para a juíza, contudo, qualquer ingestão de álcool antes de dirigir demonstra desprezo pelas consequências da própria conduta.

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