O Tribunal do Júri de Novo Repartimento, no sudeste do Pará, iniciou na quinta-feira (3/7) o julgamento de quatro acusados pelo assassinato do advogado João Vieira, conhecido como “João da Trevo”, executado em junho de 2019. A sessão marca a primeira etapa do processo, que foi desmembrado pela Justiça e está sendo acompanhada de perto por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) e pela comunidade jurídica regional.
Estão sendo julgados nesta fase José Willer Martins Costa, conhecido como “Dinho”; Alex Luiz Silva Rocha, o “Cumpadre”; Douglas Wendell dos Santos Guimarães; e Alexandre Luiz Silva Rocha. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o crime teria sido motivado pela atuação profissional da vítima, especificamente em um processo de inventário no qual ele teria negociado bens avaliados em aproximadamente R$ 4 milhões. O mandante do crime, segundo a polícia, seria um dos herdeiros envolvidos no litígio, com participação de familiares e terceiros.
O assassinato ocorreu na noite de 8 de junho de 2019, quando João Vieira foi surpreendido por pistoleiros ao chegar em casa. Ele não resistiu aos disparos. A brutalidade do crime gerou grande comoção em Novo Repartimento e mobilizou entidades ligadas à advocacia.
Durante o julgamento, o criminalista Cândido Júnior atua como assistente de acusação, representando a família da vítima. A subseção da OAB em Tucuruí, por meio do vice-presidente Dr. Elvis Carvalho, convocou advogados da região para acompanhar o júri como forma de reforçar a defesa das prerrogativas da advocacia e a luta por justiça.
Além dos quatro réus que estão sendo julgados agora, outros dois acusados — Maria Félix Martins Costa, conhecida como “Felinha”, e Glendson Pereira da Silva — devem ir a júri em data ainda não definida. A expectativa é de que o desfecho do caso contribua para coibir a violência contra profissionais do Direito no Pará, sobretudo em regiões com histórico de conflitos fundiários e disputas patrimoniais.
Até a manhã desta sexta-feira (4/7), não havia informações oficiais sobre a conclusão da sessão ou possível sentença. (Portal Debate)


