Justiça absolve cinco homens acusados de furto de trilhos no sudeste do Pará

Na ocasião, os homens foram abordados na BR-222, próximo ao núcleo Morada Nova, em Marabá, enquanto conduziam três caminhões que carregavam cerca de 132 toneladas de trilhos

DA REDAÇÃO — Após sete anos de tramitação judicial, cinco homens acusados de transportar trilhos retirados da Estrada de Ferro Carajás, na Terra Indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, sudeste do Pará, foram absolvidos pela Justiça. José Márcio Viana Barbosa, Radilson Soares Filho, Nilo Dias Pereira, Salomão Moreira Barbosa e João Batista Rodrigues Sampaio haviam sido presos em setembro de 2018 durante uma operação da Polícia Militar.

Na ocasião, os homens foram abordados na BR-222, próximo ao núcleo Morada Nova, em Marabá, enquanto conduziam três caminhões que carregavam cerca de 132 toneladas de trilhos. A abordagem ocorreu após denúncia de que o material teria sido furtado das proximidades da ferrovia dentro da área indígena. Durante a fiscalização, não foi apresentada documentação que comprovasse a origem legal da carga.

No decorrer da ação penal, ficou comprovado que os acusados foram contratados diretamente pelo cacique Kuia, liderança da comunidade indígena local, e que desconheciam a ilicitude do serviço. A Justiça, ao reconhecer a boa-fé dos envolvidos e a ausência de dolo, decidiu pela absolvição.

A Terra Indígena Mãe Maria, homologada em 1986, é ocupada pelos povos Gavião Akrãtikatêjê, Kyikatejê e Parkatêjê, e atravessada pela Estrada de Ferro Carajás, pertencente à mineradora Vale. A ferrovia é alvo recorrente de tensões entre a empresa e as comunidades indígenas, que relatam impactos ambientais e sociais decorrentes da atividade ferroviária.  (Portal Debate)

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