Pará tem uma das maiores taxas de empreendedores jovens do país

Essa faixa etária tem aumentado a participação no mercado: de cada 100 pessoas em idade de trabalhar no Pará, 19 são empreendedores de até 29 anos.

Jovens paraenses têm cada vez mais aderido ao empreendedorismo, abrindo novos negócios, seja para investir em uma participação ativa no mercado ou mesmo complementar a renda. O resultado disso é que o Pará possui uma das maiores taxas de empreendedorismo do Brasil, nessa faixa etária.

De acordo com análise do Sebrae no Pará, feita a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no estado, para cada 100 pessoas em idade para o mercado de trabalho (14 anos ou mais), 19 são donas de negócios. Esse é o maior percentual entre todos os estados brasileiros, empatado com Santa Catarina. Se levarmos em consideração apenas a população jovem do Pará, veremos que de cada 100 jovens paraenses 10 têm o seu próprio negócio, deixando o Pará na nona colocação nacional e terceira na Região Norte.

Jovens conciliam estudos com empreendedorismo

Um outro desafio para os jovens é conciliar a gestão de seu negócio com a rotina de estudos. No Brasil, 14,6% dos jovens donos de negócios frequentam instituições de ensino, evidenciando que o empreendedorismo jovem ocorre

paralelo à formação educacional. Esse percentual é quatro vezes maior que o dos adultos donos de negócios (3,6%) e o 14 vezes maior do que o de sêniores donos de negócios (1,0%).

Apesar dos desafios, os negócios se tornam uma oportunidade de crescimento já que 37% dos jovens donos de negócios eram os principais responsáveis pela família (chefe de domicílio) em 2025, ante 32% em 2012.

Resiliência do Jovem Empreendedor

Segundo o paraense Paulo Yuri, de 22 anos, que é Microempreendedor Individual (MEI) e produtor de eventos, entrar no mercado foi um desafio. Ele, que aos 19 anos criou a marca HyzeFest, voltada para eventos com foco no público jovem, revela que concluiu o Ensino Médio e o curso de Técnico-Administrativo em 2022, mas não passou no Enem na primeira tentativa.

“Eu não queria tentar mais uma vez, eu já queria começar a graduação ou trabalhar. Foi aí que, em janeiro de 2023, fiz minha primeira festa, no Carnaval. Depois, fiz a de São João e, posteriormente, a de Halloween. Em 2023, a minha marca se consolidou como uma das produtoras mais importantes para a cultura de Ananindeua”, relembra Paulo, que não parou mais de empreender.

Além de conciliar o empreendedorismo com os estudos, ao entrar na faculdade de Odontologia, Paulo também precisou enfrentar a desconfiança do mercado, até conseguir firmar o nome de sua empresa no mercado. “Não acreditavam no projeto. Achavam que era muito arriscado investir numa produtora em que o dono só tinha 19 anos. E por muito tempo tive que fazer a festa sozinho, sem apoio algum”, afirmou. (Com Sebrae)

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