Jovens paraenses têm cada vez mais aderido ao empreendedorismo, abrindo novos negócios, seja para investir em uma participação ativa no mercado ou mesmo complementar a renda. O resultado disso é que o Pará possui uma das maiores taxas de empreendedorismo do Brasil, nessa faixa etária.
De acordo com análise do Sebrae no Pará, feita a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no estado, para cada 100 pessoas em idade para o mercado de trabalho (14 anos ou mais), 19 são donas de negócios. Esse é o maior percentual entre todos os estados brasileiros, empatado com Santa Catarina. Se levarmos em consideração apenas a população jovem do Pará, veremos que de cada 100 jovens paraenses 10 têm o seu próprio negócio, deixando o Pará na nona colocação nacional e terceira na Região Norte.
Jovens conciliam estudos com empreendedorismo
Um outro desafio para os jovens é conciliar a gestão de seu negócio com a rotina de estudos. No Brasil, 14,6% dos jovens donos de negócios frequentam instituições de ensino, evidenciando que o empreendedorismo jovem ocorre
paralelo à formação educacional. Esse percentual é quatro vezes maior que o dos adultos donos de negócios (3,6%) e o 14 vezes maior do que o de sêniores donos de negócios (1,0%).
Apesar dos desafios, os negócios se tornam uma oportunidade de crescimento já que 37% dos jovens donos de negócios eram os principais responsáveis pela família (chefe de domicílio) em 2025, ante 32% em 2012.
Resiliência do Jovem Empreendedor
Segundo o paraense Paulo Yuri, de 22 anos, que é Microempreendedor Individual (MEI) e produtor de eventos, entrar no mercado foi um desafio. Ele, que aos 19 anos criou a marca HyzeFest, voltada para eventos com foco no público jovem, revela que concluiu o Ensino Médio e o curso de Técnico-Administrativo em 2022, mas não passou no Enem na primeira tentativa.
“Eu não queria tentar mais uma vez, eu já queria começar a graduação ou trabalhar. Foi aí que, em janeiro de 2023, fiz minha primeira festa, no Carnaval. Depois, fiz a de São João e, posteriormente, a de Halloween. Em 2023, a minha marca se consolidou como uma das produtoras mais importantes para a cultura de Ananindeua”, relembra Paulo, que não parou mais de empreender.
Além de conciliar o empreendedorismo com os estudos, ao entrar na faculdade de Odontologia, Paulo também precisou enfrentar a desconfiança do mercado, até conseguir firmar o nome de sua empresa no mercado. “Não acreditavam no projeto. Achavam que era muito arriscado investir numa produtora em que o dono só tinha 19 anos. E por muito tempo tive que fazer a festa sozinho, sem apoio algum”, afirmou. (Com Sebrae)


