Júri de Vinícius Gatti é anulado por falha processual e será retomado em dezembro

A juíza presidente do júri, Alessandra Rocha da Silva Souza, acatou a manifestação da defesa, determinando o encerramento da sessão. Com isso, o julgamento foi oficialmente adiado e deverá ocorrer em nova data com a reestruturação do rito
Júri de Vinícius Gatti na manhã desta segunda-feira (2) | Foto: Alexsa Oliveira/Canal Debate

DA REDAÇÃO — O Tribunal do Júri de Marabá, que julgaria nesta segunda-feira (2) o réu Vinícius Nogueira Gatti pela morte do estudante de Direito Fabbllu Ohara de Lima Gonçalves, foi encerrado após a identificação de uma nulidade processual. A sessão foi remarcada para o dia 11 de dezembro de 2025.

A nulidade foi reconhecida após questionamento da defesa de Gatti, que apontou que uma testemunha ouvida por videoconferência teria tido acesso ao depoimento de outra. A situação ocorreu da primeira para a segunda testemunha, que afirmou concordar com as declarações da anterior. De acordo com a defesa, a ocorrência compromete a lisura do procedimento, sobretudo em razão das restrições legais quanto à comunicação entre testemunhas durante o julgamento.

A juíza presidente do júri, Alessandra Rocha da Silva Souza, acatou a manifestação da defesa, determinando o encerramento da sessão. Com isso, o julgamento foi oficialmente adiado e deverá ocorrer em nova data com a reestruturação do rito.

Vinícius Gatti continuará respondendo ao processo em liberdade até a realização do novo julgamento. A defesa técnica, liderada pelo advogado Américo Leal, considera a decisão uma vitória processual. A acusação é conduzida pela promotora Cristine Magella, com assistência da advogada Cristina Longo, que declarou ao Portal Debate compreender a decisão judicial e afirmou que a Justiça será realizada na nova sessão marcada para novembro.

Outro júri adiado recentemente, previsto para ocorrer em novembro, é o da ré Sara Nunes, acusada da morte de Ana Beatriz Machado.

Entenda o caso

O caso que envolve Vinícius Gatti remonta a janeiro de 2020, quando Fabbllu Ohara de Lima Gonçalves, então com 30 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante uma reunião entre amigos no Bairro Novo Horizonte, em Marabá. O disparo ocorreu dentro da casa de Gatti, que segundo a Polícia Civil, manuseava uma pistola no momento do crime.

Após o ocorrido, Gatti acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), admitiu ter efetuado o disparo, mas deixou o local. Ele se apresentou à Polícia Civil dias depois, após a emissão de mandado de prisão.

A defesa sustenta que o disparo foi acidental e que Gatti teria jogado a arma no rio logo após o crime. A vítima deixou esposa e filha. Familiares aguardam o julgamento com expectativa de responsabilização penal. (Portal Debate)

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