Júri condena “Will Sousa” a 17 anos e 10 mese de prisão em Marabá

Após a votação dos jurados e a leitura da sentença, William retornou ao sistema prisional, onde permanecerá para o cumprimento da pena em regime fechado
Will Sousa (réu) e Flávia Alves (vítima) | Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri da Comarca de Marabá condenou, nesta segunda-feira (17), William Araújo Sousa a 17 anos e 10 meses de prisão pela morte da jovem Flávia Alves Bezerra, ocorrida em abril de 2024. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado, conforme determina a legislação para condenações superiores a oito anos. O júri foi presidido pela juíza Alessandra Rocha e aconteceu a portas fechadas. A gravação só será disponibilizada amanhã (18).

“Will Sousa” já estava preso desde abril do ano passado e cumpriu, até a data do julgamento, um ano e sete meses da pena que agora passa a ser executada de forma definitiva. O cálculo do período já cumprido será considerado pela Vara de Execuções Penais. A defesa da vítima vai recorrer da decisão do Tribunal do Júri.

A acusação foi sustentada pela promotora de Justiça Cristine Magella, que atuou ao lado dos assistentes de acusação Dr Diego Souza e Dr Arnaldo Ramos. A equipe apresentou ao júri os elementos que, segundo a acusação, comprovaram a autoria do crime e justificaram a condenação. Apenas 10 pessoas da família de Flávia foram liberadas para acompanhar o julgamento no plenário do júri, incluindo a mãe, avó e irmãos da vítima.

A defesa, representada pela advogada Cristina Alves Longo, argumentou que Will não possuía antecedentes criminais e mantinha boa conduta na sociedade antes da prisão. A defensora buscou a redução da pena e sustentou que os jurados deveriam considerar as circunstâncias favoráveis do réu. A tese principal da defesa foi de que Will cometeu o crime de lesão corporal seguida de morte, e não feminicídio.

No interrogatório, William confessou o crime e afirmou que a morte ocorreu após um desentendimento motivado pela falta de um maço de cigarro. Em plenário, ele reproduziu para os jurados, ao lado de sua advogada, Cristina Alves Longo, a forma como praticou o estrangulamento. O laudo do Instituto Médico Legal, elaborado à época dos fatos, atestou a morte por asfixia decorrente de estrangulamento, informação retomada pela acusação e pela própria defesa durante os debates.

Após a votação dos jurados e a leitura da sentença, William retornará ao sistema prisional, onde permanecerá para o cumprimento da pena em regime fechado. A defesa ainda pode recorrer da decisão dentro dos prazos previstos em lei. (Portal Debate)

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