Uma peça de renda branca à mostra foi suficiente para colocar Juliano Floss no centro dos comentários nas redes sociais. O dançarino, influenciador e ex-BBB26 apostou em uma lingerie batizada de “cuelcinha”, combinação das palavras cueca e calcinha, e acabou recebendo críticas que foram além do look e chegaram à masculinidade e à sexualidade dele.
O influenciador de 22 anos falou sobre o assunto em entrevista ao Gshow e deixou claro que a escolha da peça não carregava a intenção de provocar ou transformar o visual em assunto. Juliano afirmou que simplesmente gostou da roupa e se sentiu confortável para usá-la.
O look e as críticas
“Eu usei uma cueca de renda, não tinha por que eu não usar, não ameaçava em nada [minha masculinidade], é uma peça de roupa com um tecido diferente e eu achei irado. E eu juro, não estava com intenção de fazer isso virar uma grande coisa”, disse.
A peça apareceu combinada com uma calça jeans de cintura baixa, deixando parte da renda à mostra. Juliano publicou uma foto diante do espelho e também foi fotografado de costas usando a composição. Nas redes sociais, enquanto alguns usuários elogiaram a escolha, outros passaram a questionar a sexualidade do ex-BBB.
“Muita gente achou legal, mas muitos me julgaram e colocaram minha sexualidade para jogo. Mas é o tipo de coisa que eu não faço para aparecer, eu realmente me sinto confortável”, garantiu.
‘Não tem como definir nada sobre mim’
Juliano, que terminou recentemente o relacionamento com a cantora Marina Sena, também rejeitou a ideia de que uma peça de roupa seja capaz de determinar a orientação sexual ou a masculinidade de alguém.
“Não tem como definir nada sobre mim ou ninguém a partir de uma roupa. Acho que o mundo está para acabar e a gente tem duas opções: podemos viver o fim dos tempos sendo nós mesmos, ou a gente pode suprimir nossa personalidade e nossos desejos para sermos aceitos”, completou.
A chamada “cuelcinha” usada pelo influenciador é da grife Maldito Paris, comandada pelo estilista Francisco Terra. A própria marca define a modelagem como uma “samba-canção cropped”, proposta que mistura referências de peças tradicionalmente associadas aos guarda-roupas masculino e feminino.
Quanto custa a ‘cuelcinha’?
O modelo usado por Juliano custa R$ 250 e pode ser vestido sozinho ou em sobreposição, como fez o influenciador. A grife também prepara uma versão mais sofisticada, vendida por R$ 430. As peças devem chegar ao site da marca na próxima semana.
A escolha de Juliano dividiu opiniões. De um lado, houve quem recorresse ao deboche e a comentários sobre sua masculinidade. De outro, usuários elogiaram a liberdade do influenciador em experimentar uma estética que foge das divisões tradicionais entre roupas “de homem” e “de mulher”. (Com Diário do Pará)


