Uma imagem registrada em via pública em Jacundá resume o cenário relatado por moradores ao longo de 2025: placas de trânsito fora do lugar, algumas lançadas ao chão, e trechos sem qualquer sinalização. A cena, apontada como recorrente em diferentes bairros, é citada como um dos elementos que contribuem para o aumento do risco nas ruas da cidade.
O ano de 2025 foi marcado por registros sucessivos de acidentes e por cobranças do Ministério Público relacionadas à necessidade de medidas voltadas à segurança viária. Apesar disso, até o início de 2026 não houve mudança perceptível no padrão de sinalização e de fiscalização, segundo relatos colhidos pela reportagem e observações feitas em pontos de circulação.
Em vias com maior fluxo e em áreas residenciais, a ausência de placas e a má conservação de dispositivos de sinalização são tratadas por moradores como um fator que aumenta a possibilidade de colisões, especialmente em cruzamentos e trechos com conversões. A situação se agrava, segundo eles, pela baixa presença de agentes nas ruas, sobretudo aos fins de semana.
Moradores e servidores ouvidos sob condição de reserva afirmam que, em determinados períodos, equipes de trânsito permanecem concentradas nas dependências do órgão responsável, com pouca atuação externa. As mesmas fontes indicam que, em alguns dias, não há cobertura em locais de maior movimento, o que reduziria a capacidade de coibir infrações e organizar o fluxo.
A ausência de fiscalização, somada a falhas de sinalização, é citada como parte de um problema maior: a falta de políticas públicas contínuas voltadas ao trânsito. Entre as medidas mencionadas por especialistas da área em situações semelhantes estão manutenção periódica de placas e pintura viária, planejamento de pontos críticos, ações educativas e rotinas de fiscalização com divulgação de escala e resultados.
Em meio ao debate, um dado mencionado por moradores tem sido usado como referência para cobrança de providências: cinco mortes em acidentes com motocicletas em um único mês, número considerado indicativo de gravidade e que reforça a pressão por resposta do poder público.
A reportagem procurou a Prefeitura de Jacundá e o setor responsável pela gestão de trânsito para comentar as denúncias sobre sinalização e fiscalização, além de solicitar informações sobre ações adotadas, cronograma de manutenção e efetivo em serviço aos fins de semana. Até a publicação, não houve posicionamento. (Portal Debate)


