Ibama libera licença para derrocamento do Pedral do Lourenço

A Licença Prévia, no entanto, vem acompanhada de 35 condicionantes
Foto: Reprodução

DE MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, na última terça-feira (11), a licença para a dragagem e derrocamento do Pedral do Lourenço.

A obra ampliará a capacidade de navegação do Rio Tocantins, consolidando a Hidrovia Araguaia–Tocantins, aguardada há cerca de 30 anos. Será uma alternativa econômica para o escoamento da produção de grãos do estados do Mato Grosso e Tocantins.

O Pedral do Lourenço é uma formação rochosa no Rio Tocantins que aflora durante o período de estiagem e impede a navegação neste trecho nesta região.

O objetivo das obras de derrocamento é viabilizar o tráfego contínuo de embarcações e comboios em um trecho de 42 quilômetros, desde Marabá até Itupiranga, facilitando durante todos os meses do ano o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral.

A Licença Prévia, no entanto, vem acompanhada de 35 condicionantes, algumas com dezenas de subcondicionantes.

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O projeto se refere às obras de dragagem e derrocamento do rio Tocantins entre Marabá/PA e Baião/PA.

O empreendimento é dividido em três trechos:

Trecho 1: entre os municípios de Marabá e Itupiranga (52km) – Execução de obras de dragagem;

Trecho 2: entre Santa Terezinha do Tauiri e a Ilha do Bogéa (35km) – Execução de obras de derrocamento; e

Trecho 3: entre os municípios de Tucuruí e Baião (125km) – Execução de obras de dragagem.

Ressalta-se que a execução das obras tornará a navegação segura até Vila do Conde (Barcarena/PA) e possibilitará a conexão em seu curso com as malhas ferroviárias e rodoviárias brasileiras, formando um corredor multimodal.

Ademais, a execução das obras é determinante para a atração de novos investimentos, tais como a instalação de novos portos, que possibilitarão condições de logística com planejamento, eficiência e ganhos em custo de transporte, além de possuir potencial de dinamização da produção rural dos municípios que margeiam o rio Tocantins, permitindo o escoamento desses produtos pela nova Via Navegável, e de possibilitar a plena operação da eclusa da UHE Tucuruí, que hoje se encontra subutilizada. (Portal Debate, com Ibama)

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