Homem em possível surto é preso pela 6ª vez suspeito de agredir a companheira no Pará

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a mulher após ter sido agredida fisicamente pelo companheiro com socos e chutes. O suspeito foi preso em flagrante e levado, junto com a vítima, para a unidade policial

Um homem, em possível surto, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (13), em Oeiras do Pará, no Arquipélago do Marajó, suspeito de agredir a companheira. Essa é a sexta vez que o homem é preso, segundo informações levantadas durante a investigação.

A ocorrência foi registrada no bairro Nova Oeiras. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a mulher após ter sido agredida fisicamente pelo companheiro com socos e chutes. O suspeito foi preso em flagrante e levado, junto com a vítima, para a unidade policial.

Durante as diligências, a Polícia Civil apurou que o casal se conheceu enquanto os dois realizavam tratamento psiquiátrico na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém. O homem havia recebido alta médica em maio deste ano e retornado para Oeiras do Pará.

Segundo o relato apresentado no procedimento policial, o homem teria manifestado saudades da companheira. O pai dele teria ido até a unidade hospitalar em Belém, assinado um termo de responsabilidade e levado a mulher para morar com o filho.

Ainda conforme a investigação, os dois não estariam fazendo uso regular da medicação controlada quando o homem teria apresentado um surto, motivado por ciúmes, e agredido a companheira.

A análise dos antecedentes apontou que o custodiado possui um histórico de seis ações penais, além de dois incidentes de insanidade mental e uma medida protetiva de urgência. A investigação também destacou que a nova ocorrência aconteceu cerca de três meses após a desospitalização do homem.

Diante da situação, a Polícia Civil lavrou o Auto de Prisão em Flagrante Delito e encaminhou a vítima ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), onde deverá receber acolhimento e acompanhamento multiprofissional.

Inicialmente, a autoridade policial havia representado pela internação provisória do investigado, considerando o histórico psiquiátrico e as circunstâncias do caso. O pedido, porém, não foi acolhido pelo Poder Judiciário.

Em decisão judicial, foi decretada a prisão preventiva do homem para garantir a ordem pública e preservar a integridade física da vítima. Ele permanece custodiado e à disposição da Justiça. (Com Notícia Marajó)

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