A Polícia Militar prendeu em flagrante, na noite deste domingo (4), um homem identificado como Hiago Alves Costa, no bairro Casas Populares, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Com ele, segundo a polícia, foram encontradas 20 munições calibre 9 mm, uma balança de precisão e dois celulares.
A abordagem ocorreu por volta das 22h, durante patrulhamento pela região. Conforme o relato dos policiais, Hiago conduzia uma motocicleta preta sem placa, retrovisores ou outros elementos de identificação e carregava uma sacola preta. Ao perceber a aproximação da equipe, ele teria acelerado e iniciado uma fuga.
Os militares acompanharam o suspeito até o momento em que ele abandonou a motocicleta e entrou na área de um imóvel. A perseguição continuou a pé e terminou com a abordagem. Na sacola, foram localizadas duas cartelas contendo dez munições calibre 9 mm cada, além de uma balança de precisão e dois aparelhos celulares. A motocicleta também foi apreendida para averiguação.
Hiago foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Parauapebas, onde foi registrado o auto de prisão em flagrante. Nesta segunda-feira (5), durante audiência de custódia, a Justiça homologou a prisão e converteu o flagrante em preventiva.
Justiça aponta risco de reiteração
Ao analisar o caso, o juiz considerou que havia, em uma análise inicial, elementos que apontavam para a materialidade e indícios de autoria, especialmente em razão da apreensão das munições e da balança de precisão.
A situação cautelar do investigado também pesou na decisão. Segundo o processo, Hiago já utilizava tornozeleira eletrônica, havia sido preso recentemente e era alvo de investigação por homicídio. A decisão ainda cita indícios de possível envolvimento com o tráfico de drogas e suposto descumprimento das condições da monitoração eletrônica.
Diante desse contexto, a Justiça entendeu que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para evitar uma possível reiteração de crimes e decidiu pela manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública.
Preso afirma ter sido agredido
Durante a audiência de custódia, Hiago afirmou ter sido agredido no momento da prisão. Ele relatou lesões e informou que teria passado por exame de corpo de delito.
A denúncia deverá ser apurada em procedimento específico. Na decisão, o magistrado destacou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para afirmar que as lesões teriam sido provocadas intencionalmente por policiais.
O juiz também levou em consideração o relato apresentado pelos militares sobre a tentativa de fuga e a informação de que o suspeito teria acessado o telhado de um imóvel durante a captura. A prisão preventiva foi determinada e as providências para o cumprimento da decisão foram autorizadas. (Portal Debate)


