Fogo destrói kitnet na Folha 16 e polícia apura possível vingança contra morador de 80 anos

Segundo o registro policial, o fogo atingiu quartos, móveis, roupas, objetos pessoais, instalações elétricas, fios e partes da estrutura

Um incêndio ocorrido na madrugada desta quinta-feira (2), em um conjunto de kitnets localizado na Folha 16, na Nova Marabá, em Marabá, passou a ser investigado pela Polícia Civil diante da suspeita de que o fogo possa ter sido provocado de forma intencional.

O imóvel, pertencente a uma mulher identificada no boletim como Meire, fica em uma área conhecida como Rua Sem Saída do Clube de Tiro. Segundo o registro policial, o fogo atingiu quartos, móveis, roupas, objetos pessoais, instalações elétricas, fios e partes da estrutura. O prejuízo inicial foi estimado em cerca de R$ 1 mil.

Conforme o relato registrado pela proprietária, uma ex-inquilina identificada como Amanda da Silva Nascimento, conhecida na região pelo apelido de “Sapatona”, teria deixado o imóvel após desentendimentos relacionados à sua permanência no local. Ainda segundo o relato, antes de deixar a residência, ela teria feito ameaças à proprietária.

Suspeita de vingança

Informações repassadas à proprietária apontam que Amanda teria sido acusada por outro morador do conjunto, identificado como Manelito, de aproximadamente 80 anos, de ter subtraído R$ 300 pertencentes a ele.

Segundo a versão relatada, Manelito teria comunicado o episódio à proprietária do imóvel, que posteriormente teria determinado que Amanda deixasse o local. A suspeita levantada pela proprietária é de que a situação teria provocado uma reação de vingança.

O incêndio ocorreu justamente em uma das unidades do conjunto onde estavam os moradores. De acordo com informações relatadas à polícia, as unidades possuem estrutura predominantemente de madeira e forro de PVC, circunstância que pode favorecer a rápida propagação das chamas.

Vizinhos teriam utilizado água para tentar conter o fogo até a chegada do Corpo de Bombeiros, que realizou o combate e conseguiu extinguir o incêndio.

Polícia apura se fogo foi criminoso

O boletim de ocorrência registra o caso como “incêndio culposo”, com enquadramento inicial no Código Penal. A proprietária, entretanto, levantou a possibilidade de que o fogo tenha sido provocado deliberadamente por Amanda, com base nas ameaças anteriores e nas informações recebidas de vizinhos.

Um morador identificado como Ricardo teria apresentado vídeos e relatado informações que podem auxiliar na investigação.

A proprietária deixou registrado, contudo, que não presenciou o momento em que o incêndio começou. Por isso, a eventual participação de Amanda e a motivação do incêndio ainda precisam ser comprovadas pela investigação policial.

Houve tentativa de homicídio?

A possibilidade de tentativa de homicídio pode ser investigada caso surjam elementos indicando que alguém colocou fogo deliberadamente no imóvel sabendo que havia pessoas dormindo no interior e com intenção de matá-las.

Por enquanto, porém, não é possível afirmar juridicamente que houve tentativa de homicídio apenas com base no boletim apresentado. Será necessário esclarecer quem iniciou o fogo, qual foi a intenção, se Amanda esteve no local e se tinha conhecimento de que havia moradores dentro das unidades.

Também não consta no boletim apresentado informação confirmando que Amanda esteja foragida, que exista mandado de prisão contra ela ou que tenha sido presa. Portanto, é mais seguro informar que ela é apontada como suspeita e que seu paradeiro é objeto de interesse da investigação, caso isso seja confirmado posteriormente pela Polícia Civil. (Portal Debate)

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