Festival da Castanha Nova reúne povos indígenas e fortalece cultura e economia na Terra Mãe Maria

Neste ano, o festival conta com a participação de sete delegações indígenas, sendo duas do Pará e outras oriundas de estados como Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul

A Aldeia Gavião Kyikatejê, situada na Terra Indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, recebe a 12ª edição do Festival da Colheita da Castanha Nova, evento que mobiliza aproximadamente mil participantes e reúne diferentes povos indígenas em torno de atividades culturais, esportivas e de fortalecimento econômico. A programação segue até o dia 23.

Neste ano, o festival conta com a participação de sete delegações indígenas, sendo duas do Pará e outras oriundas de estados como Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Além das atividades tradicionais, a edição inclui apresentações musicais como novidade na programação, somando-se a desfiles, pinturas corporais, manifestações culturais e competições esportivas realizadas diariamente na arena principal.

Uma das organizadoras do evento e liderança do povo Gavião, Concita Sompré destaca que o festival tem como objetivo aproximar indígenas e não indígenas, promovendo intercâmbio cultural e ampliando o conhecimento sobre a realidade dos povos originários. Segundo ela, a iniciativa busca ampliar o diálogo e romper percepções estereotipadas sobre as comunidades indígenas.

A expectativa da organização é receber, neste sábado, cerca de 500 estudantes da rede de ensino de Marabá, fortalecendo o contato da juventude urbana com os costumes e tradições indígenas. Paralelamente, a venda de alimentos e artesanato tem impulsionado a economia da aldeia, gerando renda para as famílias participantes.

Entre os visitantes está a delegação do povo Akwẽ Xerente, do município de Tocantínia (TO), formada por 51 integrantes, incluindo anciãos e atletas. O secretário dos povos indígenas de Tocantínia, Reginaldo Xerente, afirmou que a participação tem servido como experiência de troca cultural, especialmente nas modalidades esportivas, que possuem regras diferentes das praticadas em sua comunidade.

Além das competições, o artesanato produzido pelo povo Xerente tem atraído a atenção do público. As peças confeccionadas com capim-dourado, matéria-prima típica do Cerrado tocantinense, estão entre os produtos comercializados durante o festival. Segundo os expositores, a procura tem sido positiva, ampliando a visibilidade da produção indígena.

O encerramento do 12º Festival da Castanha Nova está previsto para o dia 23, com apresentação da aparelhagem Tupinambá. (Portal Debate)

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