Familiares de vítimas da tragédia de Morada Nova clamam por justiça

Quatro famílias procuraram banca de advogados em busca de respostas para o grave acidente que vitimou 12 pessoas entre Marabá e Nova Ipixuna, na última sexta-feira (24)
Foto: Portal Debate

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Na tarde desta quarta-feira (29), uma coletiva de imprensa no escritório Teixeira e Freires Advogados foi marcada por pedidos de justiça dos familiares das vítimas do acidente fatal registrado nas imediações do Núcleo Morada Nova, na última sexta-feira (24). No total, foram 12 mortos no acidente, que não tem precedentes na cidade de Marabá.

Segundo Clenilde Soares Araújo, irmã da professora Clediuza, vitimada na colisão entre o micro-ônibus e a carreta bitrem, até o momento a família dela não foi procurada pelas autoridades ou empresas dos veículos envolvidos no acidente.

Foto: Portal Debate

Conforme o advogado Diego Adriano Freires, a carreta envolvida na fatalidade foi removida do local do acidente sem autorização policial. Além disso, chegou à defesa a informação de que o micro-ônibus foi flagrado transitando de maneira irregular na PA-150 anteriormente.

Tatiara Oliveira da Silva de Souza, filha de Jandenira, soube que o cavalo da carreta foi removido do local para Goiânia e, por essa razão, procurou os advogados em busca de respostas do poder público. “No momento, o que a gente está querendo é justiça. A minha mãe não volta mais. Que as investigações sejam feitas de maneira correta”, declarou ela.

Taniara Oliveira, filha de vítima | Foto: Portal Debate

Marcos Lopes, filho da Miriãm e irmão da Raiane, disse que reconheceu o corpo das familiares pelas roupas que elas vestiam. “Tive que encarar essa situação. Infelizmente, tive que ir até o local e ter aquela imagem de como ficou o estado. Vou levar aquilo pelo resto da vida. Agora o pedido é de justiça. Alguém tem que ser responsabilizado pela situação”.

As vítimas, segundo Marcos, residiam no Núcleo São Félix e estavam indo para a Vila Sarandi, distante 1 km do local da tragédia, tomar café da manhã com a avó dele. “Infelizmente aconteceu essa fatalidade”, lamentou, emocionado.

O advogado Magdenberg Soares Teixeira destacou, em sua fala, que o momento é de desfazer fatos inconsistentes que, segundo ele, vêm sendo divulgados nas redes sociais, como possíveis problemas mecânicos ou humanos que teriam acarretado na tragédia. “Trata-se de uma tragédia sem precedentes na cidade de Marabá. É preciso ter responsabilidade no trato das informações”, observa o causídico.

Foto: Portal Debate

O escritório diz que foi procurado por quatro famílias e vem atuando junto com a Polícia Civil para apurar todas as informações relativas ao acidente fatal. “A partir dessas informações, vamos atrás dos responsáveis pelo ocorrido, de maneira que possam indenizar as famílias”, finalizou Dr. Berg.

Um protesto deve ocorrer nesta sexta-feira (24), pela manhã, no Km 329 da PA-150, com o objetivo de cobrar respostas pelo acidente. Os familiares e amigos das vítimas planejam ir de branco, em um ato simbólico. (Portal Debate)

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