Marabá
33°C
Few clouds

FAMÍLIA TRADICIONAL: Saiba quem são os sete investigados por morte de empresário em Marabá

Notícia da prisão dos envolvidos no bárbaro crime despertou a curiosidade dos internautas durante esta quinta-feira (30). O Portal Debate Carajás reúne nesta matéria a identidade dos sete investigados e os níveis de parentesco entre eles
As mulheres, da esq. para a dir.: Maria da Paz, Ainotna, Gabryella e Alanna. Os homens: Matheus, Rafael e Bruno | Foto: Reprodução/Debate Carajás
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Tão logo a notícia da prisão de sete envolvidos na morte do joalheiro Edilson Pereira de Sousa foi divulgada pela Polícia Civil, que desencadeou em conjunto a Operação Golden na manhã desta quinta-feira (30), as redes sociais entraram em ebulição e iniciaram a montagem de um quebra-cabeças cujas peças são a vida de cada um dos investigados no inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios da 21ª Seccional de Marabá.

Tal curiosidade pública sobre as partes do inquérito policial, que quando concluído deve ir às mãos do Ministério Público Estadual (órgão essencialmente acusador), é natural pela relevância do caso em nível estadual, posto que a vítima residia em Parauapebas, possuía familiares em Conceição do Araguaia (cidade em que foi enterrado) e o crime ocorreu em Marabá. Sem considerar, logicamente, os negócios eventuais da vítima em outras localidades. Mas o interesse geral ao processo também é garantido porque a maioria dos presos é de uma família tradicional em Marabá.

Vítima das armações de uma família influenciada diretamente por Maria da Paz Ferreira, que é apontada como a mentora intelectual do crime, Edilson teria sido cruelmente assassinado por uma questão financeira. Ele, de acordo com a polícia, dispunha de nada menos que R$ 1,9 milhão para receber da mulher e cobrava pelo montante havia algum tempo. O homem ainda teve o corpo friamente jogado nas águas do Rio Itacaiunas, à altura do hoje Bairro São José (Km 8 da BR-230). Foi nesse local, exatamente na Estrada do Lixão, que o automóvel da vítima também foi abandonado repleto de sangue, uma faca e 11 cheques que somavam R$ 564.140,60.

A equipe da Polícia Civil de Marabá precisou ser habilidosa para desvendar a trama forjada por Maria da Paz e alcançar o resultado em apenas cinco meses de investigação — o crime ocorreu em meados de abril —, formatando um cenário com pouquíssimas chances de a defesa dos investigados se movimentar. Quando uma denúncia for oferecida na esfera judicial por parte do órgão acusador, os presos na manhã de hoje passarão à condição de réus e, mais adiante, se colocarão diante de um juiz togado e de um conselho de sentença composto por membros idôneos da sociedade, no tribunal do júri.

Ainotna Ferreira, filha de Maria da Paz, teria participado ativamente dos planos da mãe para se livrar do débito com o credor. Além das duas, também contribuíram direta ou indiretamente para o resultado de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e subtração de pertences: Gabryella Ferreira Bogéa, Rafael Ferreira (ambos filhos de Ainotna e netos de Maria da Paz), Alanna Camilla (ex-companheira de Rafael), Bruno Glender (namorado de Gabryella) e Matheus Mendes, cujo vínculo com a família ainda não é conhecido.

Gabryella Ferreira Bogéa (ou Gabi), aliás, se vende nas mesmas redes sociais que hoje a denunciam pela covardia do crime, como influenciadora digital e proprietária de uma loja virtual de roupas femininas, celulares e semijoias. Ela tem 23 anos de idade.

Os investigados foram presos em Marabá, Imperatriz (MA), Goiânia (GO) e Foz do Iguaçu (PR).

Em contato com repórter do Portal, o delegado Vinícius Cardoso das Neves, diretor da 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, informou que o inquérito ainda não foi concluído e aguarda novas diligências.

O que diz a defesa

Procurada pelo Portal Debate Carajás, a defesa de Maria da Paz alegou ainda não ter tido “acesso aos autos, para compreender os termos da acusação”, mas informou que a investigada “já prestou esclarecimentos anteriormente à Polícia Civil, negando qualquer participação no delito e sempre se colocando à disposição das autoridades responsáveis pela persecução penal”.

A defesa de Maria da Paz é representada pelos advogados criminalistas Odilon Vieira Neto e Diego Adriano. A Reportagem não conseguiu contato com a defesa dos demais investigados.

O crime

A vítima desapareceu no dia 13 de abril deste ano e foi encontrada dois dias depois no Rio Itacaiunas, em Marabá. Ele havia sido visto pela última vez em Parauapebas, no mesmo dia em que o seu carro foi encontrado no Km 8 da BR-230, na Estrada do Lixão.

Dentro do veículo foram encontradas as chaves, a carteira de motorista, documentos, 11 cheques que somavam R$ 564.140,60, além de uma faca e manchas de sangue.

Na época do crime, a vítima residia em Parauapebas, porém o caso causou grande repercussão em toda a região sudeste do Pará, principalmente em Marabá e Conceição do Araguaia, onde a família reside. (Vinícius Soares para o Portal Debate Carajás)

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!